sábado, 28 de março de 2015

É PRECISO LER ' MINHA LUTA', DE HITLER




Adolf Hitler - Minha Luta  - 117 min.

COMENTÁRIOS:
TheSuperarius1 mês atrás (editada)

Vídeo tendencioso, logo sem apreço e amor aos fatos e à Verdade, respectivamente.

A história oficial é a VERSÃO contada pelos vencedores via a demonização dos vencidos.

Toda pessoa esclarecida e com pensamento crítico sabe, via trabalho de pesquisadores revisionistas, que o Holocausto foi uma farsa engendrada pelos judeus sionistas para, assim, constranger os ocidentais via um sentimento de culpa e, ato contínuo, assim receber perenes somas anuais em dinheiro dos alemães, bem como de outras pessoas, além de dar aos referidos judeus sionistas uma descabida, injusta, arbitrária e criminosa carta branca para perpetrarem todo o mal a terceiros, como, por exemplo, a criação em terras alheias do genocida estado chamado Israel, com a OCUPAÇÃO da Palestina - Palestina, esta, cujo verdadeiro e legítimo dono são os palestinos, formados por muçulmanos, judeus e cristãos, os quais já habitavam a região fazia séculos.

Felizmente, inúmeros judeus com apreço e amor aos fatos e à Verdade já denunciaram a referida farsa também conhecida como "Holoconto" - ver, a propósito, o livro "A Indústria do Holocausto", do judeu Norman G. Finkelstein, disponível na internet.

Hoje, com a internet - ou seja, como acesso democrático à informação, bem como ao contraditório, ao contraponto levado a efeito por inúmeros abnegados pesquisadores revisionistas -, não há desculpas para alguém ousar justificar a sua ignorância ou, o que é mais triste, além de gravíssimo, o seu desapreço e desamor pelos fatos e pela Verdade, respectivamente.
Grato pela atenção e eventual compreensão ao teor deste meu despretensioso arrazoado, o qual tem como norte o referido apreço e amor aos fatos e à Verdade..

Você sabia que OS JUDEUS DECLARARAM GUERRA CONTRA A ALEMANHA, dois meses depois da nomeação de Hitler como chanceler, em 1933, logo 6 anos antes de o católico e guerreiro germânico ser forçado a entrar em guerra contra o Marxismo/Comunismo, algo que nem os USA nem a Inglaterra fizeram? Se Hitler não tivesse combatido a Rússia comunista, toda a Europa seria comunista! Ignorância e ingratidão tem cura, burrice não!

Saiba mais aqui:
Sabe quantas vezes Hitler tentou negociar a paz ? Quantos países ele prometeu devolver para que a Inglaterra parasse com a guerra ? Que dois dias antes de invadir a França ele tentou mais uma vez uma negociação de paz, que lhe foi negada e por isso houve a tomada da França ? Que depois, em outra negociação, prometeu retirar as tropas da França... para que novamente a Inglaterra terminasse os ataques ? O proprio Hess braço direito de Hitler voou para a Inglaterra para negociar a paz e mesmo sendo "mensageiro" (que devia ser libertado após a reunião, foi preso, condenado por "crimes de guerra". Ficou na cadeia por mais de 40 anos onde foi assassinado 2 meses antes de ganhar liberdade.

Hitler, o carniceiro, no entanto, é o responsável pelo episódio conhecido como "o Milagre de Dunquerque", onde ordenou que o general Rundstedt das divisões panzer, não fechasse o anel que aniquilaria milhares de soldados INIMIGOS. Com isso, cerca de 340.000 soldados (225000 ingleses e 115000 de outras nacionalidades, a maioria franceses) retirantes embarcaram em segurança nas praias francesas do mar do norte.

Esse favor foi retribuído, é claro, com genocídio da população alemã, com os massacres feitos por bombardeiros, principalmente em cima de Dresden... bomba ao lado de bomba até pulverizar e queimar a cidade por semanas... cidade essa que era um berço de cultura e ñ tinha NENHUMA base militar!
Não é engraçado que Hitler, o cara mau que queria conquistar o mundo, tenha tentado tantas vezes sair da guerra que não foi ele quem iniciou ? Ele acreditava que haveria sim uma guerra, mas uma grande, com OBJETIVOS e se daria entre o ocidente contra a USRR... acreditava também que a Inglaterra iria liderar essa guerra contra um verdadeiro inimigo.
Fonte: Blog Revisionismoja.

felipemaiden132 meses atrás (editada)

Desculpe a longa resposta, mas essa é minha opinião.
O livro que você citou em seu comentário, A industria do Holocausto, eu ja li. O autor versa sobre a industria construída sobre Holocausto, inflando as proporções desse acontecimento para que se arrecadasse dinheiro. Isso é um fato, mas não significa dizer que Holocausto não aconteceu. Meu posicionamento não é em NEGAR o Holocausto, mas sim em revelar suas verdadeiras proporções e razões.

Eu acredito que as proporções do que a Alemanha Nazista fez foram de fato infladas pelos vencedores da guerra. Considerando principalmente a duração da guerra, o extermínio de 6 milhões pode sim ser um numero inflado. Mais que isso, dizer que estes 6 milhões foram todos exterminados pelos nazistas também é questionável. Não pela sua intenção de faze-lo, pois é claro que essa era a intenção, mas pela impossibilidade prática, pois a maioria morreu pelas circunstancias da guerra, como fome e tifo, considerando que a Inglaterra constantemente bombardeava as ferrovias, impossibilitando transporte de suprimentos. Existem pesquisadores que questionam se de fato existiam 6 milhões de judeus na época.

A questão é que dizer que por causa disso o Holocausto não ocorreu é simplesmente estupidez. O Holocausto que aprendemos na escola, a versão contada pelo Aliados, sim, esse Holocausto pode ser uma mentira, pelo menos em partes. Mas o extermínio dos judeus foi um fato. A intenção era real e foi consumada. Pode ter sido talvez de 2 e não 6 milhões, como vários autores, inclusive alguns que você citou, dizem. Mas os campos de concentração estão la. A câmaras foram usadas pra incinerar e sufocar. Os relatos dos experimentos de mengele foram preservados com ele, até sua morte em SP, nos anos 80. Negar o Holocausto é um atentado a lógica e ao compromisso com a verdade, pois por trás desse acontecimento, regem verdades que poderiam mudar a compreensão dessa guerra, mas em nenhum momento diminuir o que Hitler fez.

O Holocausto aconteceu, mas possivelmente de uma forma diferente que aprendemos. Por exemplo, afirmam alguns pesquisadores que vários judeus Sefarditas contribuíram para a solução final, devido a sua inimizade com os Asquenazes, considerando que a maioria q morreu na segunda guerra era Asquenazes.

A questão é que tudo isso é mais, BEM mais complicado que parece. Os Judeus são e sempre serão de fato um povo muito poderoso. Por exemplo, a familia Rothschild, durante a guerra, emprestava dinheiro pra URSS, Alemanha, EUA e UK. Qual a razão?

O que visualizo com tudo isso é que existem muitas mentiras na historia oficial que nos é contada, porém, os que se propõem a negar e questionar, são na verdade os que mais exageram e criam estupidas teorias da conspiração que não pretendem explorar o real ponto a ser pesquisado. O Holocausto existiu, isso não está ou deveria estar sob discussão, são sua causas e a maneira como foi operado pelo agentes envolvidos que deveriam estar sendo debatidas..

E qualquer pessoa sensata e com minimo de senso critico também saberia comprovar o que fala, o que você não fez. Se você faz um comentário assim, por favor prove. Nada contra sua opinião, mas eu quero entender por que você diz isso. Falar que os judeus sionistas queriam isso e aquilo não é me provar que o Holocausto não aconteceu. E o documento da solução final que ainda é preservado? e a inúmeras horas de filmagem original da época mostrando os campos de concentração em funcionamento e a atuação do exercito nazista. E a simples e racional diminuição demográfica dos judeus nos países mais afetados pela guerra? Os documentos preservados da Alemanha nazista que instruem a organização de um campo de concentração? Os próprios discursos de Hitler, os quais só puder ter acesso devido ao uso da internet, em que ele diz expressamente da necessidade do extermínio dos Judeus?

O que aconteceu na Alemanha foi uma reação violenta a uma situação extrema em que viviam os Alemães. Com o tratado de Versalhes e as imposições dos vencedores da primeira guerra, o povo Alemão ficou condenado a viver na miséria e na fome. O Nazismo foi a forma de fuga dessa realidade. Hitler escolheu um culpado, os judeus, e essa mentira foi a forma mais eficaz de unir um país. Só estou explicando a ação e reação, sem julgar se foi correto ou não.

Até o momento, está comprovado que as atrocidades cometidas pelos Nazistas são verdadeiras. Com certeza, quem escreve a historia são os vencedores, porém, independente de possíveis mentiras e demonização dos vencidos, existe simplesmente muita evidencia que te faz parecer um neo-nazistinha que vive no porão da mãe e divide seu tempo entre a leitura do mein kampf e jogar dota. Se você acha que o Holocausto foi uma farsa, me prova que foi, por que o que eu mais quero é aprender uma coisa nova e mudar de opinião, contanto que seja verdade..

HOLOCAUSTO FOI UMA FARSA

http://noticias.terra.com.br/mundo/estados-unidos/eua-judeus-foram-pagos-para-se-passar-por-vitima-do-holocausto,0ade27721cfea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

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  • Data 28.0 - 3.2015 - ALEMANHA-
  • "É preciso ler 'Minha luta', de Hitler"
Leilão fracassado de exemplares autografados traz à tona na Alemanha debate sobre proibição do panfleto-biografia do ditador nazista. DW entrevista sociólogo sobre a suposta fascinação de um texto pouco conhecido.
Minha luta (Mein Kampf) de Adolf Hitler é o livro tabu por definição. Banido na Alemanha desde o fim da Segunda Guerra Mundial, no último dia de 2015 ele cai em domínio público na Europa. Assim, estaria aberto o caminho para sua reedição, comentada ou não.
No entanto, órgãos governamentais querem manter a proibição, alegando tratar-se de um panfleto de incitação racista. Apenas recentemente o Instituto de História Contemporânea (IfZ, na sigla em alemão) conseguiu impor definitivamente sua intenção de lançar uma edição histórico-crítica.
O misto de panfleto e autobiografia que o futuro ditador nazista lançou em dois volumes, em 1925 e 1926, voltou agora às manchetes. Juntamente com outros itens hitleristas, uma casa de leilões de Los Angeles anunciava para esta quinta-feira (26/03) a venda online de dois volumes da primeira edição, assinados por Hitler e presenteados a um dos primeiros seguidores de seu Partido Nacional-Socialista Alemão dos Trabalhadores.
A casa de leilões classificava o lance inicial de 35 mil dólares como "um pouco cauteloso", considerando-se que um comprador pagou 64.850 dólares por um conjunto semelhante em 2014. No entanto, a transação não se concretizou, pois a "pechincha" não encontrou nenhum comprador.
A Deutsche Welle entrevistou o sociólogo Horst Pöttker, ex-docente de jornalismo da Universidade de Dortmund e professor emérito da Universidade de Hamburgo. Para o projeto Zeitungszeugen 1933-1945, de reprodução de matérias jornalísticas da era nazista, ele comentou trechos de Mein Kampf, mas sua publicação, planejada para janeiro de 2012, foi sustada.
DW: Uma edição autografada do Minha luta foi leiloada em Los Angeles, com lance inicial de 35 mil dólares. O que o senhor acha de leilões desse tipo?
Sociólogo Horst Pöttker







Horst Pöttker: Isso é um comércio de relíquias obsceno. Sou totalmente contra, mas também sei, claro, que no contexto da livre economia é impossível proibir algo assim.
O que aparentemente se pode proibir é a publicação na Alemanha do panfleto agitador de Hitler. A partir de 1º de janeiro de 2016, caem os seus direitos autorais. Ainda assim, em meados do ano passado, as secretarias estaduais de Justiça alemãs decidiram seguir interditando a divulgação do livro. O que o senhor pensa dessa decisão?
É preciso tomar cuidado com a palavra "proibir". Não é proibido ler esse livro: pode-se vê-lo em bibliotecas. Tampouco existe uma lei penal proibindo sua reedição. Mas há direitos autorais, e eles ficam no nome do autor da obra por 70 anos [após sua morte].
Depois do fim da Segunda Guerra Mundial, os Aliados transferiram os direitos de Mein Kampf da Editora Eher para o estado da Baviera. Dentro de uns nove meses, o livro entra em domínio público. Se os secretários de Justiça deliberaram proibir a reedição em alemão e na Alemanha, eles precisam fazer uma lei que proíba a difusão. Até agora, não vi isso acontecer.
Os secretários da Justiça dizem que o crime de incitação popular basta para impedir uma publicação. O senhor concorda que o livro contém incitação?
Não concordo, pois, na minha opinião, esse livro é um documento histórico. Não é um texto político atual. Podem-se declarar anticonstitucionais textos redigidos após a entrada em vigor da Constituição: o que foi feito antes são documentos históricos.
De resto, não considero inteiramente procedente o termo "panfleto de incitação popular", pois, em parte, ele não é tão incitador assim. Conhecer esse livro é útil para entender por que tanta gente seguiu o nazismo nos anos 1930 e também 1920.
O então presidente Theodor Heuss já dizia na década de 50 que se devia publicá-lo, para que os alemães soubessem como os nazistas pensavam e de que crimes eram capazes.
Qual é o conteúdo de Minha luta?
A argumentação que permeia o livro é a ideologia racial. Em primeira linha, trata-se da luta entre as "raças" germânica e judaica. A "raça judia" é, para Hitler, o principal inimigo, que cabe combater e exterminar, em nome da autopreservação.
Portanto, já em 1925, quando ele foi lançado, se podia saber que os nazistas planejavam exterminar a "raça judia". Até o fim da guerra, foram impressos 13 milhões de exemplares. O argumento de muitos alemães, depois de 1945, de que as pessoas não sabiam de nada, é, assim, improcedente.
O Instituto de História Contemporânea de Munique trabalha há anos numa edição comentada, que, depois de muito vaivém, possivelmente vai sair no início de 2016. Não seria esta a solução certa, impedir edições não comentadas, mas permitir as comentadas?
Não precisamos de uma edição histórico-crítica – muito menos de uma que custa tanta verba pública –, porque não temos necessidade de saber o que o autor Adolf Hitler queria dizer exatamente. "Histórico-crítico" também significa, afinal, compreender diferentes camadas do desenvolvimento do texto. Será que filologia textual é realmente importante, aqui? Na minha opinião, é importante um público amplo finalmente ficar conhecendo o conteúdo desse livro e desenvolver uma avaliação realista, criticamente fundamentada.
O senhor mesmo trabalhou há alguns anos num comentário de Mein Kampf para o projeto Zeitungszeugen, antes que ele fosse sustado pela secretaria de Finanças da Baviera. Qual era a intenção do Zeitungszeugen, ao publicar o panfleto do ditador e genocida?
Anúncio de "Zeitungszeugen": "Em breve: o livro que ninguém deve ler. Leia-o"








Nós havíamos planejado três brochuras com excertos de Minha luta, comentados por mim. Minha meta era esclarecer a respeito desse livro e responder à pergunta: por que tantos alemães o compraram e leram. E por que seguiram o que constava dele. Eu queria examinar os argumentos aparentemente atraentes de Hitler, buscando sua pertinência, e mostrar, justamente, que eles não são pertinentes, por só serem plausíveis no contexto de uma ideologia brutalmente racista.
Eu temo que, no momento em que esse livro seja lançado, ele adquira uma certa atratividade, por todos estarem munidos da falsa noção de que se trata exclusivamente de um panfleto grosseiro, onde o mal se anuncia imediatamente, por toda parte. Não se devia tê-lo mantido tabu por tanto tempo. Eu queria combater isso com a publicação dos trechos e das explicações.
Em outros países, a difusão de Mein Kampf não é, em absoluto, problemática – veja-se o leilão de uma edição autografada nos Estados Unidos. Por que os alemães têm tantos problemas com o livro de Hitler?
Impedir que esse livro seja lido por muitos na Alemanha, fazendo justamente uso do direito autoral, é um absurdo. Isso quase lança a tese de que os alemães são mais seduzíveis do que outras nações. Eu, realmente, torço para que os nossos políticos não sejam dessa opinião, mas sim que – 70 anos após o fim desse terrível regime – confiem que os alemães possuem maturidade suficiente.
Pode-se comprar o livro por todo o mundo em traduções; com as tecnologias digitais é até bem fácil ter acesso a elas. Não percebo o que se pretende com a planejada proibição. Quem vem da [extrema] direita, consegue o livro, de qualquer jeito.

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Sejam abençoados todos os seres.

MOINA MATHERS E SAMUEL LIDDELL "MACGREGOR" MATHERS





Moina Mathers  

Moina Mathers, nascida Mina Bergson, em GenebraSuiça (28 de fevereiro de 1865 - 25 de Julho de 1928), foi uma teatróloga e ocultista, na virada do Século XX.
Moina pertencia a uma talentosa família de judeus poloneses (por linha paterna) e de anglo-franceses (por linha materna). Seu irmão, o filósofo francês Henri Bergson, foi o primeiro homem de ascendência judaica a ser agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura 1 , em 1927.

Moina Mathers 
em traje egípcio no Rito de Isis, em Paris, 1899

Contudo, ela é mais conhecida por seu casamento com o ocultista inglêsSamuel Liddell MacGregor Mathers, um dos fundadores da Ordem Hermética da Aurora Dourada (Golden Dawn), criada em 1888, um ano após Moina e Mathers se haverem conhecido em Londres, quando ela estudava no British Museum.
Moina tornou-se o primeiro iniciado da nova Ordem, adotando o nome místico de Vestigia Nulla Restrorsum, que significa "eu não deixo rastros". No ano seguinte (1890), os dois se casaram e, em março de 1899, realizaram os ritos da deusa egípcia Isis, no palco do Théâtre de la Bodinièr, em Paris2 .
Após o falecimento de Mathers, em 1918, ela assumiu o comando da "Alpha et Omega" (Ordem iniciática que seu esposo havia criado, após um conflito interno na Golden Dawn), dirigindo-a na condição de "Imperatrix", até sua morte.


Samuel Liddell MacGregor Mathers




















Samuel Liddell MacGregor Mathers

Samuel Liddell "MacGregor" Mathers (Londres8 de janeiro de 1854 - Paris20 de novembro de 1918). Um dos mais importantes ocultistasmodernos, fundador, junto com o Dr. William Wynn Westcott e o Dr. William Robert Woodman, da sociedade esotérica Ordem Hermética do Amanhecer Dourado, sendo o principal responsável pela elaboração das técnicas, rituais e documentos da ordem.

Antecedentes

Samuel Liddell nasceu em 08 de janeiro de 1854 em Hackney, Londres, Inglaterra. Seu pai, William M. Mathers, morreu enquanto Samuel Liddell ainda era um menino. Sua mãe, cujo nome de solteira era Collins, morreu em 1885. Ele frequentou a Bedford Grammar School, e posteriormente foi trabalhar como balconista em Bournemouth, Dorset, antes de se mudar para Londres após a morte de sua mãe.
Sua esposa foi Moina Mathers (née Mina Bergson), irmã do filósofo Henri Bergson.

Estilo de Vida

Mathers era um excêntrico, cujo estilo de vida escolhido era incomum em seu tempo. Ele acrescentou o apelido "MacGregor" alegando uma herança das terras altas (Highlands) escocesas, embora haja pouca evidência de tal em sua formação familiar. Ele era um vegetariano praticante (segundo alguns relatos veganiano), um franco anti-vivisseccionistas, e um não-fumante. Sabe-se que seus principais interesses eram a magia e a teoria da guerra, tanto que seu primeiro livro foi uma tradução de um manual militar francês.

Sociedades Iniciáticas

Mathers foi introduzido à Maçonaria por um vizinho, o alquimista Frederick Holland, tendo sido iniciado na 195º Loja de Hengist em 04 de outubro de 1877. Ele foi alçado a Mestre Maçomem 30 de janeiro de 1878 e em 1882 desligou-se da Maçonaria.
No mesmo ano foi admitido na Faculdade Metropolitana da Societas Rosicruciana in Anglia, bem como em um número de graus marginais maçônicos.
Trabalhando duro para e na SRIA ele foi premiado com um 8º grau honorário em 1886. Ele se tornou Celebrante de Metropolitan College em 1891 e foi nomeado como suplente Junior Mago do SRIA em 1892, na qual ele serviu até 1900. Ele deixou a ordem em 1903, por não ter conseguido devolver o dinheiro que ele havia pego emprestado.
Em 1888 foi um dos co-fundadores da Ordem Hermética da Aurora Dourada. Após a morte de William Robert Woodman, em 1891, Mathers assumiu a liderança da ordem. Depois do cismaem 1900, Mathers formou um grupo chamado Alpha et Omega.

Críticas

Além de muitos apoiadores, ele tinha muitos inimigos e críticos. Um de seus inimigos mais notáveis ​​foi seu velho amigo e discípulo Aleister Crowley, que retratou Mathers como um vilão chamado SRMD em seu romance de 1929 Moonchild.
De acordo com as memórias de Crowley, As Confissões de Aleister Crowley, Mathers tinha o hábito de jogar ostensivamente partidas de xadrez contra vários deuses pagãos. Mathers costumava montar o tabuleiro e sentar-se atrás das peças brancas, com uma cadeira vazia à sua frente. Depois de fazer um movimento para si, Mathers então cerrava seus olhos e fitava a cadeira vazia, à espera de seu adversário para sinalizar um movimento. Mathers então movia uma peça preta em conformidade para em seguida, fazer a sua próxima jogada, e assim por diante. Crowley não registrou quem ganhou.

Morte

Mathers morreu em 05 de novembro ou 20 de novembro, 1918. A maneira de sua morte é desconhecida, sua certidão de óbito não registra nenhuma causa de morte. Violet Firth afirmou que sua morte foi o resultado da gripe espanhola de 1918. Como poucos fatos conhecidos sobre a vida privada de Mathers, a verificação de tais alegações é difícil.

Traduções

Mathers era um poliglota, entre as línguas que ele dominava estavam o inglês, o francês, o latim, o grego, o hebraico, o gaélico e o copta, embora tivesse maior domínio de algumas línguas do que outros.
Suas traduções de livros foram responsáveis por fazer com que um vasto material obscuro e inacessível, passasse a estar amplamente disponível para os não-acadêmicos de países de língua inglesa.
Enquanto que (e provavel justamente) criticadas em relação à qualidade, suas obras exerceram uma influência considerável sobre o desenvolvimento do pensamento esotérico e oculto desde as suas publicações.

Samuel Liddel "MacGregor" Mathers





Samuel Liddell Mathers nasceu em Hackney, a leste de Londres, em 1854. Seu pai morreu muito cedo e ele viveu com sua mãe viúva em Bournemouth até a morte da mesma em 1885. Após a morte de sua mãe, viu-se em circunstâncias muito pobres e mudou-se para Londres, onde viveu em modestas pensões em Great Percy Street, King´s Cross, desfrutado da hospitalidade do Dr. Westcott por muitos anos. Muito pouco se sabe sobre o princípio de sua vida, e seus biógrafos foram demasiado sectários para cobrir-lhe os ossos com algo que não fosse uma realidade ilusória.

Ingressou no Primeiro Batalhão de Infantaria de Hampshire (embora jamais tenha subido a oficial, não obstante ter sido fotografado em uniforme de tenente).

Foi iniciado na Frano-Maçonaria, na Hengist, em 1877. Em seu certificado de Mestre Maçom (alcançado em menos de 18 meses) declarou sua sucessão ao título Jacobita de “Conde de Glen Strae”, título supostamente outorgado pelo Rei James II a um seu ancestral. Por volta de 1882, ao entrar para a Societas Rosicruciana In Anglia, acrescentou um patronímico escocês ao próprio nome: MacGregor, começando por chamar-se Samuel Liddell MacGregor Mathers, e depois subindo de nível, para conde Mac­Gregor de Glenstrae, título que devia menos ao Burke's Peerage do que a sua própria imaginação fértil. Ele ficou conhecido popularmente no distrito de Auteuil como “o inglês louco”.

Segundo algumas pessoas que o conheceram, ele por diversas vezes afirmou ser Jaime IV, - que não morrera na Batalha de Flodden em 1513, como em geral se acreditava, mas sobrevivera como adepto imortal. Yeats disse que Mathers "imaginava para si um papel napoleônico", em uma Europa transformada pelo retorno dos jacobinos, e "até oferecia cargos subordinados a pessoas inverossímeis".

Em 1882 Mathers foi levado à S.R.I.A. por Frederick Holland, que já o havia incentivado a estudar o ocultismo, conquanto ridicularizasse suas pretensões à ascendência escocesa e, sem dúvida, muito se divertisse ao ver Mathers usar a divisa do clã MacGregor ‘S Rioghail Mo Dhream (Real é a Minha Tribo), em sua eleição para o grau de Zelador. Hockley era um metalúrgico, alquimista e intrépido consultor de cristais. Não há dúvidas que Mathers e Hockley fizeram algum trabalho juntos e de que Hockley teve uma influência definitiva sobre Mathers e seus ensinamentos ao referir-se à observação na Visão do Espírito (Mathers logo aperfeiçoaria essa técnica: Viajando na Visão Espiritual com o uso de símbolos específicos e cores ofuscantes, etc). Dentro S.R.I.A., conheceu Wynn Wescott e o Dr. Woodman, que estabeleceram os alicerces da Ordem Hermética da Aurora Dourada.

Em 1885 mudou-se para Londres e entrou para a Sociedade Hermética de Anna Kingsford 1, onde fez sua primeira conferência importante, intitulada “The Qabalah” (3 de junho de 1886).



(1) A grande médica escritora e mística inglesa Anna Bonus Kingsford, que não mediu esforços para propagar o vegetarianismo, tendo inclusive ido estudar em Paris - porque na Inglaterra não aceitavam mulheres nos cursos de medicina - para provar que a dieta vegetariana é a mais adequada ao homem. Ela se desincumbiu desta tarefa com brilho e defendeu sua tese, em 1880, De l’Alimentation Végétale chez l’Homme (A Alimentação Vegetal do Homem).

Esta tese foi posteriormente publicada em inglês com o título The Perfect Way in Diet (O Caminho Perfeito na Dieta). Trata-se de uma apresentação pioneira de quase todos os argumentos ainda hoje utilizados na defesa do vegetarianismo, como uma dieta que traz benefícios para a saúde, para os animais e para o Planeta e também a mais adequada para quem almeja trilhar o caminho da virtude, ou caminho espiritual. Lutou contra a vivisseção de animais durante as experiências científicas e nas salas de aula e, sobretudo, lutou por uma nova interpretação das escrituras sagradas cristãs, que denominou de Novo Evangelho da Interpretação Ela presidiu por um breve período a Sociedade Teosófica na Inglaterra, tendo sido, junto com Blavatsky e outros, uma das promotoras dessa organização.

Com a ajuda do Dr. William Wynn Westcott, Mathers fez a primeira tradução inglesa da “Kabbala Denudata” [A Cabalah Sem Véu] de Knorr Von Rosenroth. Um trabalho que teve inúmeras edições e lhe outorgou uma reconhecida posição no ocultismo.

Foi em 1886 ou 1887 que Mathers recebeu os Manuscritos Cifrados para traduzir. A história registra que foi Westcott quem encarregou Mathers de traduzir os manuscritos e usá-los como esqueleto para o que logo se conheceria como as Iniciações da Golden Dawn. O código era simples, criado pelo Abade Trithemius do séc. XV. Ele absorveu muito de suas crenças de Anna Kingsford e insistiu em que uma dessas crenças fosse incorporada na Golden Dawn; que as mulheres fossem aceitas na Ordem, sobre bases completamente equitativas com os homens. Mathers era insistente neste ponto e até que Woodman e Westcott não aceitassem, não prosseguiria. Mathers compôs rituais completos baseados nos resumos do manuscrito cifrado. Ele redigiu um conjunto ritualístico completo que seguiam claramente àqueles da Maçonaria (chamados de “Rituais Mathers”), e esplêndidas insígnias para a ordem.

Acredita-se que Mathers e Westcott já tinham sido iniciados nos Mistérios Rosacruzes e que os Manuscritos Cifrados eram um método de proteger seu próprio juramento de segredo.

Em 1º de março de 1888, a suposta autorização para a abertura da Ordem e fornecida pela “Sapiens Donabitur Astris" (sociedade secreta alemã, mencionada no manuscrito), através de sua representante Anna Sprengel.

Westcott, Mathers e Woodman integrariam o primeiro corpo diretivo da recém formada “Ordem Hermética da Golden Dawn”. Os três estavam acostumados a trabalhar juntos, pois também eram o corpo diretivo da S.R.I.A. com Westcott como Magus Supremo.

Antes de 1888, conheceu Mina Bérgson, irmã do filósofo Henri Bérgson. Ela era companheira de estudos da filha do Sr. Horniman, e uma talentosa artista da Escola de Slade. Encontrava-se no Museu estudando a arte Egípcia. Mina se tornaria, sucessivamente, a primeira iniciada da Aurora Dourada e a esposa de Mathers (1890). De 1888 em diante, a história de MacGregor Mathers é a mesma da Aurora Dourada.


Moina Mathers (1865-1928)

Depois de casar-se (1890), o casal foi morar em Forest Hill, perto do Museu Horniman, do qual Mathers recebera o cargo de curador.

Em 1891 Wescott afirmou que Sprengel morrera, e em Dezembro do mesmo ano morre Woodman. A Ordem passou para as mãos de Westcott, mas logo Mathers ficou com a função de Grande Mestre e Wetscott com funções administrativas.

Em 1891, durante a vista de MacGregor Mathers (Frater D.D.C.F. Deo Duce Comite Ferro) a cidade de Bois de Boulogne, Paris, supostamente teria conhecido um emissário dos Chefes Secretos da Ordem. Depois desse encontro, Mathers retornou à Inglaterra em 1892 afirmando ter restabelecido a ligação com os Mestres Secretos, quebrada com a morte de Sprengel, que o instruíam sobre os assuntos místicos e três deles o confirmaram como líder da Ordem e com tudo necessário para fundar uma Ordem Interna (segunda) da Golden Dawn. No mesmo ano, muda para Paris com sua esposa Moina, onde permaneceram até a morte de Mathers, de influenza (gripe), em 1918 – salvo por uma prolongada vista a Londres, para os casos Equinox e Looking Glass, em 1910 e 1911. O objetivo era fundar um ramo continental da organização, o Templo de Ahathoor; deixando Westcott na liderança dos templos ingleses.

Assistido por sua esposa Moina, Mathers obteve em Paris uma noteriedade passageira com a intenção de reviver a adoração da deusa egípcia Ísis.

Mathers começa a chefiar a Ordem praticamente sozinho. Segundo ele dizia, os Chefes Secretos transmitiram-lhe toda a antiga sabedoria e os rituais, que ele então passou para a Aurora Dourada. Disse que os Chefes se comunicavam com ele por clarividência e telepatia, por instrumentos semelhantes em princípio aos tabuleiros dos Ouija, por "Voz Direta audível a meus ouvidos externos e aos de Vestigia" (sua esposa) e mostrando-lhe livros antigos para copiar.

Criou-se então a Ordem Interna de segundo nível dos graus da Golden Dawn que foram chamados de Rubrae Rosae et Aurae Crucis (R.R.A.C. = “Ordem da Rosa de Rubi e da Cruz Dourada"), através de um belo ritual do primeiro grau do círculo, o de Adeptus Minor (5º=6º) baseado na lenda de Christian Rosenkreuz. Com o estabelecimento desse quadro de elite a Golden Dawn foi efetivamente transformada em uma academia de magos. A partir daí a Ordem passa a contribuir realmente em direção a evolução mágica, passando da teoria às praticas.

Em Paris Mathers realizou extensas investigações literárias na Librarie d´Arsenal, uma instituição notável, por sua riqueza em literatura oculta, e no Museu Guimet, de onde derivou muito de seu conhecimento da antiga sabedoria mística oriental. Lá Mathers e Mina viveram numa pobreza extrema. Sua principal fonte de renda era Annie Horniman, que vivia em Londres, sendo amiga de Moina e membro da Ordem. Horniman era uma das mulheres mais ricas da Inglaterra. Ela era benfeitora do casal Mathers, o que permitiu, desse modo, a MacGregor continuar seu trabalho de pesquisa para a Ordem.


Annie Horniman

Dois anos após sua mudança para Paris que Mathers estabeleceu um Templo operativo nesta cidade. O Templo foi chamado Ahathor, e se encontra ativo atualmente.

Mathers era financeiramente dependente da pensão que a herdeira do Chá Annie Horniman pagava a ele e sua mulher, Mina, após sua mudança para Paris. Mathers, apesar de um excelente magista, era uma pessoa muito autoritária e tinha uma personalidade arrogante, acabou por se desentender e romper a amizade de anos com Horniman e ela cortou sua pensão. Mathers retribuiu expulsando-a da Golden Dawn em 1896, afirmando que estava agindo sob as ordens dos Mestres Secretos. Muitos membros protestaram contra sua expulsão, sem sucesso. A razão ostensiva foi a insubordinação - ela negou-se a assinar um compromisso de completa submissão aos editos dele - mas não há dúvidas de que ele também estava reagindo ao fato de Horniman ter cortado sua mesada de 200 libras esterlinas por ano.

Devido a seus meios limitados, Mathers perdeu em Paris muita de sua reputação como estudante de boa fé e mestre, e caiu em práticas questionáveis que não foram vistas com bons olhos por alguns alunos antigos.

Infelizmente, como em todas as ordens em grupo, os problemas começaram a aparecer quando, ainda em 1896, os Adepti Minoris da Ordem Golden Down começaram a se rebelar contra a autoridade de seu chefe, este lhes enviou um manifesto longo e desconexo, no intuito de justificar sua posição autoritária. Nesse documento, ele alegava que, com a finalidade de estabelecer a Abóbada da Segunda Ordem, “considerou-se absoluta e imperativamente necessário que houvesse um Membro eminente, escolhido de modo especial para atuar como ligação entre os Chefes Secretos e as formas mais externas da Ordem. Era insidspensável que esse Membro fosse eu, pois, mesmo possuindo a necessáia e peculiar base cultural de conhecimentos arqueológicos ocultos, críticos e profundos, ao mesmo tempo devia estar, não apenas prondo e dispoto a me consagrar de qualquer modo a uma cega e irracional obediência àqueles chefes secretos... Eu, MacGregor Mathers, ‘S Rioghail Mo Dhream 5º = 6º , Deo Duce Comitê Ferro 7º = 4º, era o Farter selecionado para essa tarefa, a quem conhecei como Chefe Adepto da Segunda Ordem, sob o título de Deo Duce Comitê Ferro, que tomei para mim”. Nesse mesmo ano Mathers afastou muitos dos membros da organização. Evidência clara, aparentemente, de que Mathers estava mentalmente desequilibrado e, além disso, sob essa aparência paranóica...




Não ligo um átomo para o que você pensadisse ele a um membro que se atreveu a questionar sua autoridade. “Recuso-me terminantemente a permitir críticas abertas a minha atuação, ou qualquer discussão acerca dela (...) de você ou de qualquer outro membro”. Infelizmente para Mathers, os membros da Aurora Dourada formavam uma turma bem independente. As listas da ordem - com os membros de cinco diferentes templos, de Londres a Edimburgo e a Paris - incluíam muitas pessoas talentosas, um ou outro gênio e alguns que simplesmente desfrutavam de dinheiro ou prestígio demais para curvar a cabeça confortavelmente.

Dentro da Aurora Dourada Mathers insistia, segundo suas próprias palavras, em "completa e absoluta submissão".

Em 1898 (aos 23 anos), Crowley é ingressa na “Ordem Hermética da Aurora Dourada”. Com a chegada de Aleister Crowley, a Golden Dawn "implodiu", e até mesmo Mathers retirou um conjunto de rituais, que pelo que se sabe, era capaz de produzir certos fenômenos.



Aleister Crowley

Em 1899, muitos membros da Ísis-Urania estavam insatisfeitos com o governo autocrático de Mathers. Estes membros desejavam ainda contatar os Mestres Secretos ao invés de confiarem em Mathers. Pouco mais de um ano depois, a liderança inglesa da Ordem (Templo Ísis-Urania), desaprovando as atividades sexuais de Crowley (corre rumores de amplas orgias nos vários endereços onde Crowley se instala), recusou seu avanço para a Ordem de Segundo Grau, por considerá-lo mentalmente desequilibrado. Mas Crowley tinha se tornado amigo íntimo de MacGregor Mathers, e este, mesmo contrariando a opinião dos líderes londrinos, em 16 janeiro de 1900, em Paris, fazendo valer sua autoridade dentro da Ordem, inicia Crowley ao Grau de Adeptus Minor (o mais baixo grau da Segunda Ordem). A insatisfação dos membros da G.'.D.'. com Mathers já era mais que um fato nessa época, e este foi o inicio da ruína da G.'.D.'.

Provavelmente o caso Crowley tenha servido como impulso e álibi necessários para o grupo londrino, liderado por Yeats, entre outros menos conhecidos, declarar-se independente de seu mentor e líder, MacGregor Mathers.

Este desagrado levou muitos dos membros londrinos a deixarem a Ordem e Mathers foi quase expulso da Golden Dawn, especialmente após ter posto sua autoridade em risco ao revelar suas suspeitas de que os documentos que levaram à fundação da Ordem poderiam ser, de fato, falsificações. O que se seguiu após a rebeldia londrina resultou em histórias fantásticas de ataques mágicos envolvendo Crowley e uns demônios versus Yeats (liderando o grupo londrino) e, é claro, mais demônios. Depois o próprio Mathers teria entrado na briga, junto, evidentemente, com uma outra legião. O fato é que Crowley e Mathers ficaram praticamente sozinhos, e a outrora grande G.'.D.'., agora conduzida pelos auto-proclamados novos chefes, ia progressivamente implodindo, ou se esfacelando, resultando num sem número de Ordens Cristianizadas, sem o élan da G.'.D.'. original. Crowley tentou obter, assim, a liderança da Ordem, e começou a provocar intrigas entre Mathers e os outros mestres de lojas (escrevia a estes dizendo que Mathers estava louco, mas desmentia isso para Mathers, fingindo ser o único que reconhecia sua autoridade).

Em março de 1900, Mathers e os oficiais da “Aurora Dourada” em Londres estavam trocando acusações e ameaças. Mathers enviou um edito exonerando Florence Farr de seu posto como chefe da Segunda Ordem e outro abolindo um comitê londrino que estava estudando a validade da liderança dele. Ele ameaçou esmagar os insurgentes com uma "Corrente Punitiva" gerada pelos Chefes Secretos e Ocultos. E então despachou nada menos que Aleister Crowley para reprimir a rebelião.


Florence Farr

Este desagrado levou muitos dos membros londrinos a deixarem a Ordem e Mathers foi quase expulso da Golden Dawn, especialmente após ter posto sua autoridade em risco ao revelar suas suspeitas de que os documentos que levaram à fundação da Ordem poderiam ser, de fato, falsificações.

Em 1902 Mathers queria readquirir o controle total da Ordem, que já estava contando com muitos membros e algumas lojas trabalhando independentemente. Então ele se proclamou "Imperador" insinuando que mantinha contato com os chefes secretos da Ordem que lhe garantiam essa autoridade. Obviamente seus membros não acreditaram na história, e nessa época a Ordem já estava ruindo. Como ninguém apoiou Mathers, Crowley aproveitou e se aliou a Mathers, incentivando-o a exigir sua autoridade. Mathers envolve-se em uma tentativa fracassada de tomar o controle da Ordem.

Essa atitude contribuiu para a desagregação da Ordem, pois  causou furor nos membros de Londres que votaram a expulsão de Mathers da Chefia da Organização, juntamente com Crowley. O grupo londrino, liderado por Yeats, entre outros menos conhecidos, declarar-se independente de seu mentor e líder, MacGregor Mathers, e alguns membros originais acabaram por abrir outra Loja com o mesmo nome: Golden Dawn, focalizando o misticismo cristão ao invés da Magia, tendo a liderança de A. E. Waite (um místico cristão e mais tarde autor do amoso Tarot Rider-Waite).

Em 1903 devido a uma nova rebelião dos Adeptos da Golden Dawn da Inglaterra, O fundador S. L. MacGregor Mathers, sumariamente fechou a Golden Dawn, depois re-abrindo em 1906 como a Ordem Rosacruciana do Alpha+Omega, na A+O de Mathers, a Golden Dawn permaneceu como um veículo externo e pátio para o resto da Ordem.

história da Aurora Dourada parecia estar chegando ao fim. Mathers troca insultos com vários membros da Ordem.

O que se seguiu após a rebeldia londrina resultou em histórias fantásticas de ataques mágicos envolvendo Crowley e uns demônios versus Yeats e, é claro, mais demônios. Depois o próprio Mathers teria entrado na briga, junto, evidentemente, com uma outra legião. O fato é que Crowley e Mathers ficaram praticamente sozinhos, e a outrora grande G.'.D.'., agora conduzida pelos auto-proclamados novos chefes, ia progressivamente implodindo, ou se esfacelando, resultando num sem número de Ordens Cristianizadas, sem o élan da G.'.D.'. original. Crowley tentou obter, assim, a liderança da Ordem, e começou a provocar intrigas entre Mathers e os outros mestres de lojas (escrevia a estes dizendo que Mathers estava louco, mas desmentia isso para Mathers, fingindo ser o único que reconhecia sua autoridade).

Após a escritura do “Livro da Lei”, Crowley, em seu estilo pomposo de ser, escreveu uma carta a Mathers, onde anunciava que havia forjado um novo elo místico com os Mestres Secretos, tornando-se assim a suprema autoridade mágica. De volta a Paris, Crowley procura afastar Mathers do seu caminho proclamando-se o Grande Mago da Golden Dawn. Isto, naturalmente foi o estopim de um novo duelo mágico. Mathers promete enviar fortes correntes mágicas contra o Grande Mago, e três cães de Crowley aparecem mortos. Este, pro sua vez, clama haver invocado 49 demônios que arrasarão com Mathers, mas o duelo de magos termina apenas enfraquecendo politicamente a Goden Down.

Em 1910 Crowley ofenderia a seu antigo Mestre em vários volumes de uma publicação bienal chamada "Equinox of the Gods" (Equinócio dos Deuses - órgão oficial da A.'.A.'. cuja publicação era feita nos Equinócios de Primavera e Outono). Nesta publicação, Crowley tornou públicos uma grande quantidade de documentos de instrução ritualística que havia recebido sob o juramento de segredo, e este procedimento o levou a ações legais que nunca terminaram satisfatoriamente. Crowley, que nunca trabalhara, porque herdara muito dinheiro, nessa época estava quase sem dinheiro. Como a GD estava famosa, e ele precisava de dinheiro, publicou alguns rituais da Golden Dawn resumidos no Equinox. Aos membros da Ordem foi um escândalo; Mathers foi à corte para evitar a publicação dos rituais da Segunda Ordem, que Crowley havia anunciado estar planejando publicar. O mandado da corte foi negado e Crowley publicou resumos dos rituais no Equinox de 1912. De qualquer forma, a distribuição da revista foi limitada. NOTA: No ano de 1901, Mathers teria supostamente sido ludibriado (?) pelo casal de charlatões Sr e Sra. Horos que, de algum modo, convenceram-no de que ela era Annie Sprengel e roubaram rituais de iniciação da Ordem, dois aventureiros que pouco tempo depois foram processados. Estes rituais foram publicados bem antes pelo casal Horos nos jornais londrinos, cabendo a Crowley a publicação dos rituais da Segunda Ordem (à qual ele na verdade mal fora iniciado, e logo expulso!).

Anos depois, após a morte de Mathers (1918) por gripe muitos acreditaram que ele teria sido assassinado por magia. Dion Fortune nos diz que Moina Mathers lhe informou que ele havia falecido de uma epidemia de gripe nesse ano, mas não se encontrou nenhuma Certidão de Óbito de Mathers, nem sua tumba. Ainda que Moina possuísse uma Certidão de Óbito, não há registros cartorários.


A PERSONALIDADE DE MACGREGOR MATHERS - Seria Mathers, no entanto, conforme afirmava, dono de “conhecimentos Arqueológicos Ocultos, críticos e profundos”? É certo que suas obras publicadas estão repletas de eruditas notas de pé de página e de longas introduções, mas seus contemporâneos eram céticos com relação às suas habilidades, W. B. Yeats, que não lhe dedicava nenhuma antipatia, disse que “Mathers possuía grande saber, pouca escolaridade, muita imgainação, mas gosto imperfeito” (Autobiographies), ao passo que A. e. Waite, que era abertamente hostil a tudo o que Mathers representava, escarnecia de “sua abissal ignorância a respeito dos supostos Arcanos que afirmava guardar” (Shadow of Life and Thought). Não obstante, Waite se referia igualmente ao “considerável cabedal de saber não assimilado”, de Mathers, e aos seus “estudos sérios da parte arbitrária do cabalismo”, bem como à “seriedade com que se dedicava aos estudos de ocultismo, no Salão de Leitura do Museu Britânico”.

Outros, mais leais para com Mathers e para com a tradição mágica que ele representava, pintavam uma imagem diferente. J. W. Brodie-Innes escreve em Occult Review [Revista de Ocultismo]: “(...) Certa vez, mostrei algumas das cartas que ele me escrevera sobre Cabala ao meu primeiro professor de hebraico, um rabino e avançado cabalista, tendo-me ele dito: Esse homem é um verdadeiro cabalista. Poucos cristãos sabem tanto; você pode segui-lo com segurança”. Na ocasião em que Mathers preparou um Templo de Ísis para a Exposição em Paris, um egiptologista famoso no mundo inteiro declarou: “MacGregor é um Faraó redivivo. Passei a vida toda estudando ossos ressequidos, mas ele os mantém vivos”. Eis apenas dois exemplos, extraídos de muitos.

W. B. Yeats, que abandonou a Teosofia em favor da Aurora Dourada, comentou que Mathers tinha "muita instrução, mas pouca erudição". Tendo passado anos inclinado sobre volumosos e misteriosos tomos na sala de leitura do British Museum, e possuindo uma veia teatral natural para vestimentas e cerimônias ornadas.


PUBLICAÇÕES DE MACGREGOR MATHERS - Mathers publicou relativamente pouco, além dos seus livros, e muito do que chegou a ser publicado era efêmero – cartas esporádicas e breves artigos para Light e Lúcifer [Luz e Lúcifer], além de uma outra peça demasiado reduzida, sobre os Rosacruzes, para a S.R.I.A. Os escritos de Mathers foram dedicados principalmente aos magos, seus colegas.

Do material publicado pela Ordem, o mais polêmico de todos foi a tradução do livro "A Magia Sagrada de Abramerlin", com o original encontrado em Paris, datando de 1458.Também merece destaque a publicação da “Clavícula de Salomão”, o Rei bíblico, uma cartilha que instruía os magos a usarem roupas peculiares e a empregar figuras geométricas, espadas, varinhas de condão e cantilenas que levavam horas para ser entoadas. [Clavícula = pequena chave]. Destaca-se também a obra “Kaballa Denudata”, escrita por Mathers.

Depois do cisma de 1903, à medida que crescia a dissensão dentro da Ordem, declinava a produção literária de Mathers. Impossível dizer se a sua crescente obsessão com a “traição”, no interior da Ordem, sufocou seus talentos literários ou se estes se dissiparam no decorrer de dez anos de uma atividade febril. O fato é que, depis de 1898, Mathers não escreveu nem publicou nada de significativo.

Listamos abaixo alguns livros e material de autoria de Mathers:

·        Introdução Prática sobre o Exercício da Campanha de Infantaria = 1884
·        O Tarot: Um Breve Tratado sobre a Leitura das Cartas
·        A Queda de Granada: Um Poema em Seis Partes 1885
·        A Kabbalah Revelada 1888 – Originalmente em Caldeu, mas ele traduziu a versão do séc. XVII da “Kabbala Denudata” por Knorr Von Rosenroth
·        Simbolismo Egípcio
·        O Grimório de Armadel
·        O Tarot, seu Significado Oculto e Métodos de Jogo – 1888
·        A Chave do Rei Salomão: Clavícula Salomonis 1889 - quiçá o documento mais importante da Magia Cerimonial.
·        A Magia Sagrada de Abramelin o Mago 1896 - um tratado de tranqüilo misticismo que Mathers supostamente descobrira e traduzira, reacendendo o interesse da comunidade européia pela Magia (ver nota abaixo)
·        The True Church of Christ” (a Verdadeira Igreja de Cristo), 1893
·        Magia Ritual de Projeção Astral e Alquimia Escritos Originais da Golden Dawn – Volume I

O SISTEMA DA MAGIA SAGRADA DE ABRAMELIN (Os Quadrados Mágicos) - Um tipo de Magia Ritual cujo alvo principal é a conversação com o próprio Anjo da Guarda; depois, se fará uso de uma série de Quadrados Mágicos que evocam energias diversas. É um sistema poderoso e perigoso, no qual muitos experimentadores não foram bem sucedidos.  As instruções dadas no famoso livro que ensina este Sistema não devem ser levadas a cabo literalmente, de forma irrefletida; deve-se, porém, ter total atenção aos ensinamentos, antes de colocar os mesmos em prática. Como em todos os textos antigos, aqui também muita coisa está cifrada ou velada. Deste poderoso Sistema surgiram inúmeras práticas com quadrados mágicos que nada têm relação com o Sistema ensinado nesta obra.

 Obras
  • O Livro da Sagrada Magia de Abramelin o Mago
  • A Cabala Revelada (Kabbalah Unveiled) (1887)
  • A Chave do Rei Salomão
  • A Chave Menor de Salomão
  • Grimório de Armadel

Fontes:
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://lumini.xpg.uol.com.br/LUMINI_Biografia_Ocultistas/MacGregor_Mathres.html
Sejam felizes todos os seres. Vivam em paz todos os seres. 
Sejam abençoados todos os seres.