sexta-feira, 6 de maio de 2011

A FILOSOFIA DA EXPERIÊNCIA NA AURORA DO SÉCULO 20


Um novo olhar sobre a herança filosófica
na constituição da fenomenologia
 
Por 
  Débora Cristina Morato Pinto
 
Foto: Merleau-Ponty 
 
A filosofia do século 20 tem na fenomenologia uma de suas principais expressões. O legado de Husserl espalha-se por diversos autores, entre os quais se destacam Heidegger, Merleau-Ponty e Sartre. Se fôssemos tentar definir o gesto teórico comum às diversas propostas desse campo, diríamos que a redescrição da experiência consciente ocupa lugar central no desenvolvimento das "fenomenologias". Mais que isso, o retorno aos fenômenos e à sua descrição fiel parte sempre de um certo mal estar em relação à tradição filosófica, de uma constatação de limites e equívocos no tratamento dos dados da experiência. 

Se Husserl foi o pioneiro na boa formulação do diagnóstico sobre os impasses da filosofia moderna, definindo a tarefa da fenomenologia como o restabelecimento da verdadeira subjetividade (como Carlos Alberto R. de Moura nos mostra em seus ensaios sobre o autor), ele acaba por circunscrever a fenomenologia ao campo da teoria do conhecimento. Trata-se sempre de investigar os modos de doação de sentido tomados no registro de uma constituição dos objetos no conhecimento por uma subjetividade transcendental, fora do mundo. A busca do verdadeiro "subjetivo" e sua incompletude em Husserl é o que Merleau-Ponty problematiza, tratando de  incorporar a herança do mestre ao levar às últimas conseqüências "o maior ensinamento da redução: a impossibilidade de uma redução completa", segundo a famosa passagem do Prefácio à Fenomenologia da percepção.
   
A dimensão efetivamente existencial tem sua fórmula no "ser-no-mundo" de Heidegger: entra em questão a experiência efetiva dos sujeitos concretos em sua inserção no mundo. 

Torna-se evidente que a recuperação da descrição direta de nossa experiência é condição primordial de uma reflexão que se quer radical. Merleau-Ponty reconhece sobretudo que a relação concreta com os dados do mundo foi perdida pelo caminho da filosofia e os diversos sistemas conceituais foram incapazes de dar conta da experiência humana efetiva. A exploração do campo da existência exige assim que a análise filosófica se liberte de pressupostos que a contaminam, através da crítica ao pensamento que nada mais faz senão funcionar como obstáculo à análise existencial. Assim, ciência e filosofia entram na berlinda.
 
É importante notar, porém, que os temas da fenomenologia  (e sua relação com um exame crítico dos limites da racionalidade científica e da filosofia que a ela se limita) já se deixavam adivinhar no século 19. Nesse contexto, destaca-se a tese de que o pensamento da modernidade opera sobre um fundo de pressupostos epistemológicos e metafísicos que agora se trata de trazer à luz e ultrapassar. E é precisamente na ampla crítica dirigida a uma certa herança do cartesianismo, especialmente de seu viés dualista assumido pelos herdeiros e adversários, que reside um conjunto de intenções e de tendências teóricas compartilhadas pela fenomenologia francesa e pela filosofia de Bergson. Para além das discordâncias explícitas e não menos relevantes, alguns estudiosos da obra de Merleau-Ponty, tal como é o caso de Renaud Barbaras, consideram fundamental que se leve em conta, para entender a radicalização que sua filosofia opera sobre o pensamento de Husserl, a influência exercida por Bergson.
 
Podemos destacar nesse âmbito a atitude propriamente crítica em cada um dos autores. Há, para eles, enraizada no saber, uma filosofia "natural" oriunda de processos de ação e sedimentada no conhecimento racional cujos pressupostos são noções que funcionam como uma espécie de motor invisível do pensamento. Entre essas idéias próprias ao pensamento intelectual ou à consciência reflexiva, encontramos a noção de "nada" ou "ausência" e sua suposta precedência à presença do real em nossa experiência, uma idéia tacitamente assumida pela tradição. Bergson e Merleau-Ponty entendem que a pergunta formulada pela história da metafísica é a que pressupõe a anterioridade do nada ao ser: "Por que há o Ser e não apenas o Nada?". A ausência é o dado "originário" e o ser não pode ser tomado como presença plena: ele emerge de um fundo vazio.
 
A resposta a essa questão, eis o problema, constrói por si mesma uma ontologia que toma todos os entes à luz do ser determinado ou da "coisa", segundo Merleau-Ponty, ou dos corpos dispostos no espaço ou espaciais, conforme a denúncia recorrente de Bergson.  O ser lógico, intemporal e idêntico a si é o único cuja "realidade" pode vencer o nada que o assombra: ao assentimento à anterioridade do nada corresponde uma concepção do ser que o "isola" de qualquer contaminação de menos ser. Obviamente, a mudança e o movimento passam a configurar o problema metafísico por excelência, tal como a filosofia pré-socrática já evidencia. Ocorre que esse pressuposto passa a dirigir a reflexão filosófica em todos os campos, especialmente a meditação sobre o que se manifesta como dados da percepção sensível. 

A história da filosofia, mesmo em sua vertente empirista no século 17, impôs ao conteúdo da experiência consciente uma forma prévia e uma conceitualização que nada mais fizeram senão ocultá-lo, esquecendo o seu modo de ser mais primitivo, deformando-o e acabando assim por perdê-lo. Essa forma é sobretudo a da determinação, base da concepção do real através dos conceitos e juízos. Voltar às coisas mesmas, às articulações do real e ao verdadeiro sentido da experiência fielmente descrita é a tarefa que a fenomenologia decidiu realizar. Na sua versão merleau-pontyana, trata-se de recuperar a dimensão pré-lógica ou pré-predicativa da experiência, sua ambigüidade e sua indeterminação.
 
Tal intenção, eis o que importa notar, está presente na filosofia da duração, na medida em que ela pretende recuperar o valor dos dados imediatos da experiência sensível, justamente o que foi perdido pela metafísica tradicional. Para Bergson, a negação do tempo e do movimento que define a atitude teórica na história da filosofia tem uma exigência notável no que diz respeito à noção de experiência: o abandono do seu conteúdo imediato. Os sentidos nos oferecem diretamente a instabilidade, a mudança contínua e o movimento, aspectos do verdadeiro estofo do real que é, para ele, a duração. A filosofia conceitual acabou por redefinir esses aspectos como "aparência" a ser negada e ultrapassada.

O "real" passa a ser descrito e encontra suas verdadeiras determinações "fora daquilo que nossos sentidos e nossa consciência percebem", escreve Bergson em sua Introdução ao livro O pensamento e o movente. O sensível é desvalorizado em detrimento do intelectual, marca do platonismo cujos braços se estendem até a teoria do conhecimento moderna. Em suma, o desenvolvimento progressivo do pensamento aberto pelos gregos acaba por delimitar um lugar filosófico inferior para a experiência consciente. A substituição da "experiência movente e plena" por um "extrato fixo, dessecado, vazio, um sistema de idéias gerais abstratas", nos diz Bergson ainda na mesma introdução, identifica-se ao ato de alijar a sensibilidade do campo da filosofia.
 
A aproximação entre os dois autores converge para um tema capital, a nova filosofia da percepção que nos oferece Merleau-Ponty. A gênese da percepção situa-se no corpo e na imbricação interna entre o corpo e o mundo - o ser que a fenomenologia desvelará em lugar do ser objetivo é o ser-no-mundo, diretamente inspirado em Heidegger. O estudo da percepção e do ser-no-mundo é também o desvendamento das condições da gênese do sentido, e ele exige o exame das filosofias de índole empirista e intelectualista. 

A crítica e a descrição bem articuladas possibilitam superar o divórcio entre essência e existência e absorver a faticidade no terreno da reflexão filosófica. Sem afastar os prejuízos das teorizações assumidas pelo saber corrente, não há como bem se aproximar do verdadeiro sentido da experiência.
 
Mais explicitamente, para encontrar a experiência do corpo como terreno pré-objetivo no qual se articulam sujeito e objeto, atividade e passividade ou consciência e natureza, Merleau-Ponty percorre um trajeto crítico dirigido às alternativas do pensamento clássico. Desmontando o tratamento dado por elas à percepção, ele identifica e recusa a uma só vez a explicação científica calcada no modelo do objeto e a análise reflexiva cujo mote seria o de um "retorno idealista à consciência". Para o filósofo, as correntes "opostas" (empirismo e intelectualismo) padecem do mesmo mal: desvincular-se em princípio da aderência da consciência ao mundo. 

Nessa medida, uma fenomenologia da percepção, a que desvela a gênese do sentido, necessita superar obstáculos enraizados no saber, demolindo a certeza aparente de conceitos instituídos, para assim recuperar o vivido como dado de investigação. Portanto, a discussão crítica dos desdobramentos da escola empirista, nos anuncia Merleau-Ponty na sua longa introdução à Fenomenologia da percepção, pode fazer aparecer as características imediatas do sentir que haviam escapado e mesmo se esconderam por sob a noção de sensação. Esse momento constitui solo para a continuidade da obra.
 
No trabalho investigativo de Matéria e memória, a obra mais "fenomenológica" de Bergson, o ponto de partida para o amplo estudo da experiência consciente é também uma original teoria da percepção. E, precisamente como no caso de Merleau-Ponty, a experiência pode ser descrita com fidelidade no esteio de um trabalho crítico dirigido contra a tradição. Para Bergson, a especificidade da percepção concreta é inevitavelmente perdida se ela é pensada à luz das categorias próprias à teoria do conhecimento, tal como o fazem o realismo e o idealismo. Tratar a percepção como conhecimento, sem apreender sua origem como procedimento vital, identifica-se literalmente ao que Merleau-Ponty descreve, na Fenomenologia da percepção, como ação de "mutilá-la por baixo ao esquecer seu fundo existencial". Em suma, Bergson pensa a percepção como processo vital e suas conseqüências como determinações de um mundo vivido pela consciência.
 
Essa primeira aproximação entre os dois projetos abre-se para outros processos analíticos que se imbricam: a relação com os dados empíricos da Psicologia e da Biologia, fazendo da noção de corpo-próprio a chave da teoria do conhecimento; a denúncia de pressupostos implícitos ao trabalho científico, que se põe a explicar quando deveria de início apenas descrever; a eleição do cartesianismo como origem dos impasses modernos, seja pela separação ontológica por ele efetivada (que deriva no paralelismo psicofísico), seja pela desqualificação do sensível ou do qualitativo como objeto de conhecimento verdadeiro, devido à sua incapacidade de se ajustar aos procedimentos matemáticos.
 
Há na verdade múltiplos entrecruzamentos entre os dois autores. É preciso, entretanto, lembrar que a longa introdução à Fenomenologia da percepção que abre o campo fenomenal termina por uma referência bem negativa à noção de interioridade do Ensaio sobre os dados imediatos da consciência de Bergson. Sem explorar essa dimensão, que também revelaria aspectos não menos importantes da inspiração bergsoniana presente em Merleau-Ponty, podemos apenas ressaltar a relação ambígua entre duas filosofias, pelo menos no que diz respeito à investigação da consciência. E precisamente por tal ambigüidade, essa relação configura um interessante ponto de partida para a inserção no espírito e na letra da filosofia merleau-pontyana, dado o estreito vínculo que aí se anuncia.

Na verdade, ao longo das obras merleau-pontyanas efetiva-se um curioso movimento de reavaliações e retomadas da filosofia de Bergson, cujos desdobramentos configuram tópicos fundamentais à reflexão do século 20. Assim, o acompanhamento desse movimento sinuoso é extremamente fértil para a compreensão da paisagem filosófica contemporânea.
    
Débora Cristina Morato Pinto 
é professora de filosofia da UFSCar
 
Leia também, 
no dossiê sobre Merleau-Ponty, na edição de abril da CULT:

 Fonte:
Revista CULT
http://revistacult.uol.com.br/website/news.asp?edtCode=EF641083-3D32-4F8C-9C5D-30564DAAF6B4&nwsCode=7EEE88C7-CC53-41F9-BE7A-9219785F643E
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A CONSCIÊNCIA - Rodrigo Ferretti





















Para pensarmos em consciência temos que pensar em um observador. Um observador que está em nós, que é capaz de unificar todas as informações recebidas de forma coerente e significá-las de modo que o observador tenha conhecimento.

Mas em que parte do cérebro estará este observador? Que processo é esse que nos permite ter ciência do que acontece conosco, de organizar as informações de forma a dar sentido às coisas, ao mundo e a si mesmo?

        À todo momento lidamos com uma série de informações que são processadas por nosso cérebro sem que tomemos consciência disso. Captamos muito mais informações acerca do mundo que nos cerca do que temos capacidade de tomar consciência. 

        Nosso sistema de crenças, de valores, os juízos, os julgamentos que fazemos das coisas, a forma de ver o mundo que já está condicionada em nós, faz com que as informações sejam selecionadas, por isso, tomamos consciência apenas de parte das informações que nos chegam. Na verdade, buscamos de alguma forma organizar o mundo e as informações que percebemos por um modelo de mundo que acreditamos ser possível.

        Kosslyn[1](2006) afirma que as pessoas geralmente acham que o que se vê, os sons que se escuta e o toque que se sente do mundo externo constitui a realidade. Mas a verdade é que nosso cérebro constrói o que percebe baseado em suas experiências anteriores.

        Para Roth[2](2006) há duas formas de consciência: a de fundo e a atual. A consciência de fundo é aquela que abrange as memórias e experiências duradouras, como identidade pessoal, percepção do corpo físico, inserção no tempo e espaço. A consciência atual é a percepção dos processos que ocorrem no corpo, no ambiente, as atividades intelectuais, emoções, intenções, etc.

Os métodos para estudo da consciência ainda são limitados, mas os recentes avanços nas técnicas de imageamento, têm tornado possível a observação das áreas do cérebro que são ativadas durante as mais variadas atividades mentais (FAYMONVILLE et.al., 2006).

        As técnicas e equipamentos de imageamento cerebral[3], como magnetoencefalografia (MEG), a tomografia por emissão de pósitrons (PET), a ressonância magnética funcional (fMRI) e mesmo o eletroencefalograma (EEG) que registra as ondas elétricas do cérebro, têm proporcionado a vários pesquisadores descobrir como os indivíduos percebem as informações que chegam à consciência, considerando-se apenas aquelas processadas nas regiões associativas do córtex cerebral. 

O córtex cerebral associativo se conecta de modo muito mais direto ao hipocampo - organizador da memória cognitiva - e ao sistema límbico, principalmente à amígdala - organizadora e possível centro de memória emocional - em comparação com outros córtices. Essas regiões corticais parecem ser extremamente importantes na produção de diferentes estados de consciência (KRAFT, 2005). 

        A esse substrato neuroanatômico acrescenta-se um neurofisiológico, já que em pesquisa realizada por Kraft[4](2005) concluiu-se que a freqüência de 40 Hz, típica das ondas cerebrais gama, é a freqüência que geralmente acompanha os grandes desempenhos cognitivos.

        O ato de tomar um café, aquilo que percebemos conscientemente, é a impressão geral – os componentes isolados são processados pelo cérebro em diversas regiões. Uma reconhece a cor preta, outra identifica o aroma típico, outra o formato da xícara. Mas ainda não se sabe qual é a área cerebral que reúne, todas as informações. A tese é de que os neurônios envolvidos se comuniquem por intermédio de uma espécie de código identificador, que é a freqüência gama.

Quando as células nervosas para “preto”, “aroma” e “xícara” vibram juntas a uma freqüência de 40 Hz, o café aparece para nosso observador interior. De acordo com essa teoria, as ondas gama constituem um tipo de freqüência superior de controle que sincronizaria e reuniria regiões diversas, espalhadas por diferentes partes do cérebro.

Segundo Herculano-Houzel (1999, 2005), essa teoria de sincronização teve um precursor, o zoólogo Yves Delage (1919) e, em 1974, Peter Milner propôs uma teoria semelhante à de Delage.

Desde a década de 80, os estudos de Gray e colaboradores (1989) vêm dando suporte experimental à atividade neuronal gama na freqüência de 40 Hz. Corroborando a teoria de sincronização, Engel et al. (1990) afirmam que ela ocorre principalmente entre os neurônios que representam elementos visuais, que se agrupam ou mantêm associações para a percepção. Segundo Herculano-Houzel et al. (1999) esta freqüência ocorre nos estados equivalentes ao estado de consciência. 

Na conferência de Tucson[5] de 1996, Rudolpho Llias descreveu a existência de ondas oscilatórias na faixa de 40 Hz que apareceriam durante eventos sensoriais, estabelecendo um diálogo em todo o córtex cerebral.

Dentro dessa perspectiva, a teoria das assembléias neurais, segundo Oliveira (2007), seria a do conjunto de unidades funcionais de caráter transitório, formadas por neurônios que são “cedidos” por algumas unidades anatômicas, de caráter permanente, como as colunas neurais[6]. Desta forma, os neurônios seriam capazes de se associarem rapidamente, formando assembléias funcionais, para a realização de tarefas. Concluídas as tarefas, o que pode se dar em uma fração de segundo, a assembléia se dissolveria e os neurônios participantes estariam disponíveis para novas assembléias, para o cumprimento de novas tarefas. 

Assim, a consciência seria a propriedade que surgiria do disparo de grupos de neurônios associados que estariam espalhados pelo córtex cerebral, formando a consciência. Depois de terminada, ela seria substituída por outra consciência, por esse mesmo processo e, assim continuamente (OLIVEIRA, 2007).
Um outro dado importante, citado por Damásio (2002), foi obtido através de estudos realizados a partir da década de 60 que apontam uma diferença temporal entre a tomada de consciência e a ativação neuronal. Benjamin Libet, neurofisiologista da Universidade da Califórnia em Berkeley, descobriu que havia um lapso temporal entre a consciência da decisão e a ativação cerebral, sendo que os neurônios eram ativados um terço de segundo antes da tomada de consciência.

[1] Stephen Kosslyn é neurocientista da Universidade de Harvard.

[2] Gerhard Roth é chefe do Departamento de Fisiologia Comportamental e Neurobiologia do Desenvolvimento do Instituto de Pesquisa do Cérebro da Universidade de Bremen, na Alemanha.

[3] Vide maiores informações sobre os equipamentos de imageamento cerebral na secção Apêndice III.

[4] Ulrich Kraft é médico e colaborador da Gehirn & Geist, e é também jornalista científico em Berlim.

[5] As Conferências de Tucson, Arizona (EUA), têm como tema a Consciência. São realizadas a cada ano, com a apresentação de pesquisas e trabalhos científicos sobre a consciência, visando a sua compreensão sob a perspectiva de diversas abordagens.
[6] Os neurônios nas áreas de associação agrupam-se em minicolunas, dispostas na orientação vertical. Cada minicoluna faz conexão com as colunas vizinhas, constituindo unidades básicas de integração de informações. A partir dessas minicolunas, ao chegarem estímulos internos ou externos, os neurônios seriam recrutados para a constituição das assembléias neurais.
A PSICOTERAPIA

A proposta de atendimento psicoterápico tem enfoque na dimensão da saúde, da criatividade e das possibilidades existentes em cada um.
Nesta perspectiva pretende-se compreender o cliente em sua totalidade. Perceber o que há de saudável e criativo, muitas vezes encoberto pelo sintoma e pelas queixas decorrentes deste.

Assim, a visão é para além da doença, onde encontramos a pessoa com suas necessidades, demandas e desejos particulares, com suas dificuldades e limitações, mas também suas potencialidades e possibilidades.
Descortinar com o cliente novos horizontes e possibilitar a construção, a retomada do projeto de vida, despertando a pessoa para as suas escolhas legítimas.

Saber lidar melhor com as contingências, respeitando o momento situacional e acima de tudo vivendo o aqui-agora de forma autêntica.
Isso torna-se possível à medida que recebemos o cliente como pessoa humana e não como aquele que porta tal doença ou tem tal sintoma.

O acolhimento da demanda na psicoterapia revela a necessidade de suporte, de escuta da pessoa para que ela se sinta segura para se reposicionar diante do outro e do mundo.

Receber o cliente sem julgá-lo, aceitando sua forma de ser, sem contudo pretender uma ortopedia de caráter, mas sobretudo valorizando os aspectos positivos e criativos de sua personalidade, para que isso favoreça a resignificação dos aspectos que necessitam ser revistos ou aprimorados.
Com o objetivo de aprender a lidar não apenas com as situações exteriores, mas principalmente com o mundo interior e sua própria personalidade.

A proposta é a de cada pessoa atingir um estado de consciência, onde seja capaz de rever suas posturas, adotando uma atitude reflexiva de forma permanente e natural, onde altere sua conduta em um processo de crescimento constante como pessoa.

Revelando-se também autêntica, segura, auto-confiante, capaz de tomar decisões que viabilizem seu auto-crescimento. Sentindo-se capaz de reconhecer o outro e de se relacionar de forma satisfatória, são pontos que espera-se para o final do processo psicoterápico, semelhantes ao de um rio que encontra-se com o mar, iniciando-se com um feixe de água e transformando-se, crescendo durante o percurso, transpondo obstáculos, atingindo a possibilidade da imensidão do oceano. 
Como aquele que reconhece e valoriza a si mesmo, 
que encontra-se com a vida 
em processo de relacionamento com o outro, 
com alegria de viver
e vitalizado para seguir seu percurso.



Formação





- Psicólogo formado pelo Unicentro Newton Paiva

- Especialista em Neurociências e Comportamento
pela Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG

- Especialista em  Psicologia da Educação
pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais-PUC-MG

- Possui diversos cursos de extensão 
com em Hipnose e Hinoterapia.
Consultório
Endereço: Rua Paracatu, 1163 sala 803
Bairro Santo Agostinho
Belo Horizonte MG

Fone: (31)3075-6705
Email: rodrigoferrettipsic@ibest.com.br
Fonte:
http://rodrigo.ferretti.eti.br/wfArtigo.aspx?id=ae6j3z0pnCc=
Sejam felizes todos os seres. Vivam em paz todos os seres.
Sejam abençoados todos os seres.

terça-feira, 3 de maio de 2011

ENTRELAÇAMENTO QUÂNTICO A OLHO NÚ



Um experimento realizado por físicos da Universidade de Genebra, Suíça, proporcionou a seres humanos enxergar o fenômeno quântico do entrelaçamento a olho nu.

Eles usaram pessoas como detectores de fótons.

E o que é entrelaçamento?

É um fenômeno quântico que liga duas partículas em uma distância tal que quaisquer atividades que aconteçam com uma delas imediatamente mudam as prioridades da outra – mesmo que a distância entre elas seja o universo inteiro. 

O cientista Albert Einstein chamava este fenômeno de “ação assustadora à distância”, e com assustadora ele queria dizer que tal evento era de dar medo! E, realmente, é bem estranho.

O pesquisador Nicolas Gisin notou que cientistas Italianos já haviam tentado realizar um experimento interessante de entrelaçamento de fótons. Ao invés de ligar apenas alguns, como geralmente acontece, eles entrelaçaram um par de fótons e depois ampliaram um deles para criar uma chuva de fótons contendo milhares de partículas, todas ligadas àquele fóton do par original. 

Como resultado, eles tinham um fóton microscópico e uma chuva macroscópica de fótons, todos ligados em nível quântico.

Então ele pensou que o olho humano não enxerga um único fóton, mas poderia enxergar milhares. Ele tentou reproduzir o experimento dos italianos, com a diferença de que, ao invés de um detector na frente dos fótons macroscópicos, ele e seus colegas ficaram frente ao fenômeno, assistindo ao que iria acontecer. 

O feixe de partículas produzido pelo amplificador apareceria em uma das duas posições no quarto escuro, dependendo do estado de polarização do fóton. Quando os presentes testaram usaram detectores de fótons, os resultados foram positivos, toda vez.

A história pode parecer com um bando de cientistas em um quarto escuro olhando luzinhas piscando, mas este acontecimento poderia a primeira vez que um entrelaçamento quântico foi observado a olho nu. 

E foi quase. Os pesquisadores suíços descobriram que, na verdade, o que eles assistiram não era necessariamente um entrelaçamento macro/micro, mesmo quando o teste deu positivo.

Isto acontece por causa da imperfeição destes detectores (até os humanos) e uma falha (loopholes) no chamado teste dos experimentos de Bell, usado para medir os entrelaçamentos, o que traria ao estudo certo grau de incerteza

O que eles realmente sabem é que, quando a experiência começou, eles tinham dois fótons entrelaçados. Mesmo que possam ter ocorrido falhas durante o processo de ampliação, eles ainda assim puderam “ver” os efeitos do entrelaçamento. Os italianos, do primeiro experimento, agora vão tentar verificar o entrelaçamento micro/macro usando lasers.

Infelizmente, os humanos não podem ser usados como detectores deste experimento, porque os raios de luz seriam a última coisa que eles veriam.
Fonte:
http://hypescience.com/entrelacamento-quantico-visto-a-olho-nu/
em 2.05.2011
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