domingo, 27 de julho de 2014

FÊNIX - A IMORTALIDADE




Fênix


A Fênix preparando sua pira funerária

Imagem da Fênix renascendo, do "Bestiário de Aberdeen"

A fênix reerguida de suas cinzas

Imagem da fênix em a bandeira de São Francisco

A fênix (português brasileiro) ou fénix (português europeu) (em grego clássico: ϕοῖνιξ) é um pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, renascia das próprias cinzas. Outra característica da fênix é sua força que a faz transportar em voo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes. Podendo se transformar em uma ave de fogo.
Teria penas brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma águia. Segundo alguns escritores gregos, a fênix vivia exatamente quinhentos anos. Outros acreditavam que seu ciclo de vida era de 97 200 anos. No final de cada ciclo de vida, a fênix queimava-se numa pira funerária. A vida longa da fênix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual.
Suas lágrimas tem propriedades para curar qualquer tipo de doença ou ferida.
Os gregos parecem ter se baseado em Bennu, da mitologia egípcia, representado na forma de uma ave acinzentada semelhante à garça, hoje extinta, que habitava o Egito. Cumprido o ciclo de vida do Bennu, ele voava a Heliópolis, pousava sobre a pira do deus , ateava fogo em seu ninho e se deixava consumir pelas chamas, renascendo das cinzas.
Hesíodo, poeta grego do século VIII a.C., afirmou que a fênix vivia nove vezes o tempo de existência do corvo, que tem uma longa vida. Outros cálculos mencionaram até 97 200 anos.
De forma semelhante a Bennu, quando a ave sentia a morte se aproximar, construía uma pira de ramos de canela, sálvia e mirra em cujas chamas morria queimada. Mas das cinzas erguia-se então uma nova fênix, que colocava piedosamente os restos da sua progenitora num ovo de mirra e voava com ele à cidade egípcia de Heliópolis, onde os colocava no Altar do Sol.
Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto. O imperador romano Heliogábalo (204-222 d. C.) decidiu comer carne de fênix, a fim de conseguir a imortalidade. Comeu uma ave-do-paraíso, que lhe foi enviada em vez de uma fênix, mas foi assassinado pouco tempo depois.
Atualmente os estudiosos creem que a lenda surgiu no Oriente e foi adaptada pelos sacerdotes do Sol de Heliópolis como uma alegoria da morte e renascimento diários do astro-rei. Tal como todos os grandes mitos gregos, desperta consonâncias no mais íntimo do homem. Na arte cristã, a fênix renascida tornou-se um símbolo popular da ressurreição de Cristo.
Curiosamente, o seu nome pode dever-se a um equívoco de Heródoto, historiador grego do século V a.C. Na sua descrição da ave, ele pode tê-la erroneamente designado por fênix (Phoenix), a palmeira (Phoenix em grego) sobre a qual a ave era nessa época representada.
  • A crença na ave lendária que renasce das próprias cinzas existiu em vários povos da Antiguidade como gregos, egípcios e chineses. Em todas as mitologias o significado é preservado: a perpetuação, a ressurreição, a esperança que nunca têm fim.
  • Para os gregos, a fênix por vezes estava ligada ao deus Hermes e é representada em muitos templos antigos. Há um paralelo da fênix com o Sol, que morre todos os dias no horizonte para renascer no dia seguinte, tornando-se o eterno símbolo da morte e do renascimento da natureza.
  • Os egípcios a tinham por "Bennu" e estava relacionada a estrela "Sótis", ou estrela de cinco pontas, estrela flamejante, que é pintada ao seu lado.
  • Na China antiga a fênix foi representada como uma ave maravilhosa e transformada em símbolo da felicidade, da virtude, da força, da liberdade, e da inteligência. Na sua plumagem, brilham as cinco cores sagradas.Púrpura, azul, vermelha, branco e dourado.
  • No início da era Cristã esta ave fabulosa foi símbolo do renascimento e da ressurreição. Neste sentido, ela simboliza o Cristo ou o Iniciado, recebendo uma segunda vida, em troca daquela que sacrificou.
  • A bandeira da cidade de São Francisco mostra uma fênix, acreditado de estar um símbolo de renovação depois o sismo que devastou a cidade em 1906. A bandeira e o selo da cidade de Atlanta mostram uma fênix também.
  • No Acidente na mina San José em 2010, a cápsula que estava retirando um por um dos 33 mineiros foi chamada de Fênix, porque o resgate deles a uma profundidade muito funda de terra lembra a ressurreição da ave mítica das cinzas.

Citações

"Existe outro pássaro sagrado, também, cujo nome é fénix. Eu mesmo nunca o vi, apenas figuras dele. O pássaro raramente vem ao Egito, uma vez a cada cinco séculos, como diz o povo de Heliópolis. É dito que a fénix vem quando seu pai morre. Se o retrato mostra verdadeiramente seu tamanho e aparência, sua plumagem é em parte dourado e em parte vermelho. É parecido com uma águia em sua forma e tamanho. O que dizem que este pássaro é capaz de fazer é incrível para mim. Voa da Arábia para o templo de Hélio (o Sol), dizem, ele encerra seu pai em um ovo de mirra e enterra-o no templo de Hélio. Isto é como dizem: primeiramente molda um ovo de mirra tão pesado quanto pode carregar, então abre cavidades no ovo e coloca os restos de seu pai nele, selando o ovo. E dizem, ele encerra o ovo no templo do Sol no Egito. Isto é o que se diz que este pássaro faz." - Heródoto,1
"E a fénix, ele disse, é o pássaro que visita o Egito a cada cinco séculos, mas no resto do tempo ela voa até a Índia; e lá podem ser visto os raios de luz solar que brilham como ouro, em tamanho e aparência assemelha-se a uma águia; e senta-se em um ninho; que é feito por ele nas primaveras do Nilo. A história do Aigyptos sobre ele é testificada pelos indianos também, mas os últimos adicionam um toque a história, que a fénix enquanto é consumida pelo fogo em seu ninho canta canções de funeral para si" - Apolônio de Tiana,2
"Estas criaturas (outras raças de pássaros) todas descendem de seus primeiros, de outros de seu tipo. Mas um sozinho, um pássaro, renova e renasce dele mesmo - a Fénix da Assíria, que se alimenta não de sementes ou folhas verdes mas de óleos de bálsamo e gotas de olíbano. Este pássaro, quando os cinco longos séculos de vida já se passaram, cria um ninho em uma palmeira elevada; e as linhas do ninho com cássia, mirra dourados e pedaços de canela, estabelecida lá, inflama-se, rodeada de perfumes, termina a extensão de sua vida. Então do corpo de seu pai renasce uma pequena Fénix, como se diz, para viver os mesmos longos anos. Quando o tempo reconstrói sua força ao poder de suportar seu próprio peso, levanta o ninho - o ninho que é berço seu e túmulo de seu pai - como imposição do amor e do dever, dessa palma alta e carrega-o através dos céus até alcançar a grande cidade do Sol (Heliópolis, no Egito), e perante as portas do sagrado templo do Sol, sepulta-o" - Ovídio,3

A Fênix, símbolo de ressurreição.

A Fênix entre os persas

O poeta persa sufista Farid al-Din Attar, no livro A Conferência dos Pássaros, de 1177, descreve a fênix:

"Na Índia vive um pássaro que é único: a encantadora fênix tem um bico extraordinariamente longo e muito duro, perfurado com uma centena de orifícios, como uma flauta. Não tem fêmea, vive isolada e seu reinado é absoluto. Cada abertura em seu bico produz um som diferente, e cada um desses sons revela um segredo particular, sutil e profundo. Quando ela faz ouvir essas notas plangentes, os pássaros e os peixes agitam-se, as bestas mais ferozes entram em êxtase; depois todos silenciam. Foi desse canto que um sábio aprendeu a ciência da música. A fênix vive cerca de mil anos e conhece de antemão a hora de sua morte. Quando ela sente aproximar-se o momento de retirar o seu coração do mundo, e todos os indícios lhe confirmam que deve partir, constrói uma pira reunindo ao redor de si lenha e folhas de palmeira. Em meio a essas folhas entoa tristes melodias, e cada nota lamentosa que emite é uma evidência de sua alma imaculada. Enquanto canta, a amarga dor da morte penetra seu íntimo e ela treme como uma folha. Todos os pássaros e animais são atraídos por seu canto, que soa agora como as trombetas do Último Dia; todos aproximam-se para assistir o espetáculo de sua morte, e, por seu exemplo, cada um deles determina-se a deixar o mundo para trás e resigna-se a morrer.

De fato, nesse dia um grande número de animais morre com o coração ensanguentado diante da fênix, por causa da tristeza de que a veem presa. É um dia extraordinário: alguns soluçam em simpatia, outros perdem os sentidos, outros ainda morrem ao ouvir seu lamento apaixonado. Quando lhe resta apenas um sopro de vida, a fênix bate suas asas e agita suas plumas, e deste movimento produz-se um fogo que transforma seu estado. Este fogo espalha-se rapidamente para folhagens e madeira, que ardem agradavelmente. Breve, madeira e pássaro tornam-se brasas vivas, e então cinzas. Porém, quando a pira foi consumida e a última centelha se extingue, uma pequena fênix desperta do leito de cinzas.
Aconteceu alguma vez a alguém deste mundo renascer depois da morte? Mesmo que te fosse concedida uma vida tão longa quanto a da fênix, terias de morrer quando a medida de tua vida fosse preenchida.

A fênix permaneceu por mil anos completamente só, no lamento e na dor, sem companheira nem progenitora. Não contraiu laços com ninguém neste mundo, nenhuma criança alegrou sua idade e, ao final de sua vida, quando teve de deixar de existir, lançou suas cinzas ao vento, a fim de que saibas que ninguém pode escapar à morte, não importa que astúcia empregue. Em todo o mundo não há ninguém que não morra. Sabe, pelo milagre da fênix, que ninguém tem abrigo contra a morte. Ainda que a morte seja dura e tirânica, é preciso conviver com ela, e embora muitas provações caiam sobre nós, a morte permanece a mais dura prova que o Caminho nos exigirá".

A Fênix na literatura ocidental moderna

Uma fênix é protagonista da novela "A Princesa da Babilónia" de Voltaire. Voltaire faz a seguinte descrição desta ave fabulosa:
"Era do talhe de uma águia, mas os seus olhos eram tão suaves e ternos quanto os da águia são altivos e ameaçadores. Seu bico era cor-de-rosa e parecia ter algo da linda boca de Formosante. Seu pescoço reunia todas as cores do arco-íris, porém mais vivas e brilhantes. Em nuanças infinitas, brilhava-lhe o ouro na plumagem. Seus pés pareciam uma mescla de prata e púrpura; e a cauda dos belos pássaros que atrelaram depois ao carro de Juno não tinham comparação com a sua."
 

Imortalidade


Fonte da Vida Eterna em Cleveland,Ohio. Isto Simboliza: "Homem vencendo a morte, chegando a subida para Deus e para a paz."1
A imortalidade (ou vida eterna) é o conceito, até o presente momento, de viver como uma forma de vida física ou espiritual durante um comprimento infinito ou inconcebivelmente vasto de tempo.2
Como a imortalidade é a negação da mortalidade, não morrer ou não ser sujeito à morte tem sido objeto de fascínio pela humanidade, pelo menos desde o início da história. A Epopeia de Gilgamesh, uma das primeiras obras literárias, que remonta a meados do século XXII a.C., é essencialmente a busca de um herói pela imortalidade.3

Isso prevê se é possível existir uma forma de vida humana interminável (sendo até incapaz de terminar), ou se a alma existe e se possui a imortalidade. Esse foi um grande ponto de enfoque da religião, assim como o objeto de especulação, fantasia e debate.

Atualmente não se sabe se a imortalidade física humana é uma condição possível. Formas biológicas têm limitações inerentes, que podem ou não ser capazes de serem superadas através de intervenções médicas ou técnicas. A partir de 2009, descobriu-se que a seleção natural desenvolveu a imortalidade biológica em pelo menos uma espécie, o Turritopsis nutricula,4 uma água-viva, uma consequência é a explosão demográfica mundial do organismo.5

Alguns cientistas, futurólogos e filósofos, como Ray Kurzweil, defendem que a imortalidade é possível em humanos nas primeiras décadas do século XXI, enquanto outros defensores acreditam que o prolongamento da vida é uma meta mais viável a um futuro indefinido, com mais avanços da ciência, medicina e tecnologia. Aubrey de Grey, um pesquisador que desenvolveu uma série de estratégias de rejuvenescimento biomédicos para inverter o envelhecimento humano (chamado SENS), acredita que sua proposta de plano para acabar com o envelhecimento pode ser implementável em duas ou três décadas. A ausência de envelhecimento proporcionaria seres humanos a imortalidade biológica, mas não invulnerabilidade à morte por lesão física: de acordo com dados estatísticos de 2002, as probabilidades de um indivíduo morrer de tal modo estão uma vez em cada mil e setecentos anos.6

A vida eterna também pode ser definida como uma existência atemporal, que também não se sabe ao certo a ser exequível, ou mesmo definível, apesar de milênios de argumentos para a eternidade. Wittgenstein, em especial tem uma interpretação não teológica da vida eterna, escreve no Tractatus que, "Se não definirmos a eternidade como infinita duração temporal, mas intemporalidade, então a vida eterna pertence àqueles que vivem no presente."7

Definições


Espirituais

A crença na vida após a morte vivida por uma alma imortal, é um princípio fundamental de muitos ramos religiosos como hinduísmo, cristianismo, zoroastrismo, islamismo, judaísmo e da Fé Bahá'í.Um filósofo M.T.P considera que é só possível a imortalidade espiritual e não a física.

Hipótese

Fama em si tem sido descrito como um método para "alcançar a imortalidade", mas apenas semanticamente,8 sendo que o nome ou obras de uma pessoa famosa "viveriam" após a sua morte. Este ponto de vista coloca a imortalidade com sinónimo de ser lembrado por gerações. Por exemplo, na Ilíada, de Homero, Aquiles já é quase-invencível, assim que seu principal motivo para lutar na Guerra de Tróia é o reconhecimento e a fama eterna.

Abordagens Místicas para a imortalidade incluem as dos antigos taoístas alquimistas medievais chineses e europeus, que procuram um elixir da vida.
Casos universais metafísicos e fenômenos abstratos têm uma existência eterna, e se eles podem ser compartilhado entre os seres humanos, então uma pessoa pode obter um grau de imortalidade, interagindo com eles.
A ramificação da imortalidade quântica não é amplamente considerada pela comunidade científica como sendo correta.

Na interpretação de muitas visões da mecânica quântica, nunca a função de onda entra em colapso e, portanto, todos os resultados possíveis de um evento quântico existem simultaneamente, com cada acontecimento aparentemente desova um universo totalmente novo, em que um único desfecho pode existir,ou seja:quando uma pessoa morrer ela simplesmente passou para outra energia que ainda existe. Nesta teoria, uma pessoa poderia hipoteticamente viver para sempre, porque pode existir uma seqüência de resultados quânticos possíveis em que esse indivíduo nunca morre.

Física

A persistência da vida através do tempo é uma forma de imortalidade, considerando também que deixar a prole sobrevivente ou material genético é um meio de "vencer a morte".
A sociobiologia, e a teoria de Richard Dawkins do gene egoísta estão relacionadas a esta compreensão da imortalidade.
O prolongamento da vida tecnologicamente promete um dia conseguir meios para o rejuvenescimento humano.

A criogenia mantém a esperança de que os mortos podem ser revividos no futuro, com os avanços médicos.
Mind upload é o conceito de transferência de consciência de um cérebro humano a um meio alternativo que oferece as mesmas funcionalidades. Assumindo que o processo seja possível e repetível, isto daria a imortalidade da consciência, como previsto pelos futuristas como Ray Kurzweil.9

A imortalidade física

A imortalidade física é um estado de vida que permite a uma pessoa não morrer e manter o pensamento consciente. Pode significar a existência interminável de uma pessoa física a partir de uma fonte que não seja a vida orgânica, como um computador.
No início do século XXI, a imortalidade física continua a ser um objetivo em vez de uma realidade. Busca ativa de imortalidade física podem ser baseadas em tendências científicas, como a criogenia, os avanços no rejuvenescimento ou previsões de uma iminente singularidade tecnológica, ou por uma crença espiritual, como os realizados pelos rastafaris ou Rebirthers.

Causas de Morte

Por definição, todas as causas da morte deve ser superados ou evitados para a imortalidade física ser alcançada. Há três principais causas de morte: o envelhecimento, doenças e lesões

Envelhecimento

Aubrey de Grey, um investigador principal no campo, define o envelhecimento como sendo: "um conjunto de alterações acumulativas da estrutura molecular e celular de um organismo adulto, que resultam em processos metabólicos essenciais, mas que também, uma vez que o progresso avança, cada vez mais vai perturbar o metabolismo, resultando em patologias e consequentemente na morte." As causas do envelhecimento da população atual em seres humanos são a perda de células (sem substituição), mutações nucleares e epimutações, senescência celular, mutações mitocondriais, agregados lisossomais, agregados extracelulares, troca extracelular aleatória, tudo levando o declínio do sistema imunológico, e as alterações endócrinas.

Eliminando o envelhecimento, seria necessário encontrar uma solução para cada uma dessas causas, um programa de Grey para resolver esses problemas se chama engenharia da senescência insignificante.10 11

Doenças

As doenças podem, teoricamente, serem superadas através da tecnologia. A compreensão da genética humana está levando a curas e tratamentos de inúmeras doenças, antes incuráveis. Os mecanismos pelos quais as doenças atuam são cada vez melhor compreendidos. Métodos sofisticados de detecção precoce de doenças estão sendo desenvolvidos. Medicina preventiva está sendo avançada atualmente. Doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer poderão em breve serem curadas com o uso de células-tronco. Avanços em biologia celular e da investigação dos telômeros estão levando a tratamentos para o cancro. As vacinas estão sendo pesquisadas para a Aids e a tuberculose. Genes associados à diabetes tipo 1 e certos tipos de câncer têm sido descobertos permitindo que novas terapias sejam desenvolvidas. Dispositivos artificiais ligados diretamente ao sistema nervoso podem restaurar a vista aos cegos. Drogas estão sendo desenvolvidas para o tratamento de inúmeras outras doenças e enfermidades.

Lesões

Lesões físicas permaneceriam como uma ameaça à vida física permanente, mesmo que os problemas do envelhecimento e da doença forem superados, como uma pessoa de outra maneira imortal, ainda estaria sujeita a acidentes imprevistos ou catástrofes. Idealmente, os métodos para alcançar a imortalidade física poderia reduzir o risco de deparar com um acidente. Tomar medidas preventivas pela engenharia para aumentar a resistência humana pode ser plausível no futuro, além de medidas inteiramente reativas mais associadas com o paradigma do tratamento médico.
A velocidade e a qualidade da resposta de paramédicos continua a ser um fator determinante na sobrevivência de qualquer pessoa em um acidente grave.12 Ainda se pode desenvolver um método em que o corpo poderia automaticamente regenerar-se de um acidente grave, como é especulado na nanotecnologia.

Sendo a sede da consciência, o cérebro não pode ser arriscado por uma lesão. Por isso, não pode ser substituído ou reparado da mesma forma que os outros órgãos podem. Um método de transferência de consciência seria necessário para que um indivíduo viesse a sobreviver a um acidente, e essa transferência teria de provavelmente antecipar a morte cerebral.
Não há nenhuma limitação lógica ou matemática do grau de redução gradual dos riscos da morte, mas não se pode provar que a morte por eventos imprevistos, como acidentes, seria absolutamente "zerada", assim as chances de se morrer ainda seriam maiores do que zero por cento. Entretanto ainda não sabemos onde os avanços podem chegar.

Imortalidade biológica


Cromossomo humano (cinzento) sendo tampado por telômeros (branco)
Imortalidade biológica é o não envelhecimento, especificamente, a ausência de um aumento sustentado da taxa de mortalidade em função da idade cronológica. Uma célula ou organismo que não experimenta o envelhecimento, ou deixar de envelhecer, em algum momento da vida, é biologicamente imortal.
Os biólogos escolheram a palavra imortal para designar as células que não são limitados pelo limite de Hayflick, onde as células já não se dividem danificando o DNA ou encurtando telómeros. Antes da obra de Leonard Hayflick, havia a crença errônea promovida por Alexis Carrel, de que todas as células somáticas são imortais.

Ao impedir as células de alcançar uma senescência, pode-se alcançar a imortalidade biológica. Os telômeros, uma parte no final do DNA, são acusados de serem os culpados pelo envelhecimento celular: cada vez que uma célula divide-se, o telômero fica um pouco mais curto, e quando ele finalmente está desgastado, a célula é incapaz de dividir-se, morrendo. A telomerase é uma enzima que recria os telômeros em células-tronco e em células cancerosas, permitindo-lhes repetir um número infinito de vezes de replicação.13 No trabalho definitivo ainda não foi demonstrado que a telomerase pode ser usado em células somáticas humanas para impedir que os tecidos saudáveis envelheçam. Por outro lado, os cientistas esperam ser capazes de produzir órgãos com a ajuda das células-tronco, permitindo os transplantes de órgãos sem risco de rejeição, sendo assim outro passo para aumentar a esperança de vida humana. Essas tecnologias são objecto de investigação, e ainda não foram bem exploradas.

Espécies biologicamente imortais

Vida definida como biologicamente imortal é ainda suscetível a algumas causas de morte, incluindo doenças e lesões, como definido acima. Espécies Imortais notáveis incluem:
Turritopsis nutricula, uma água-viva, que depois de se tornar um adulto sexualmente maduro, pode se transformar de novo na fase imatura(fase de pólipo), utilizando o processo de conversão de células de transdiferenciação4 Turritopsis Nutricula repete este ciclo, o que significa que ela pode ter uma vida útil indefinida.14 Sua adaptação imortal permitiu que ela se espalhasse a partir do seu habitate original no Caribe, para "todo o mundo".5

Sebastes aleutianus - um peixe do pacifico conhecido como rockfish.15
Bactérias (como uma colônia) - As bactérias se reproduzem através de divisão celular. Uma bactéria-mãe divide-se em duas células filhas idênticas. Estas células-filhas, em seguida, dividir-se no meio. Esse processo se repete, tornando a colônia de bactérias essencialmente imortal.
Pesquisas recentes, no entanto, sugerem que mesmo uma colônia de bactérias podem eventualmente morrer, podendo cada nova geração ser um pouco menor, mais fraca e com mais chances de morrer do que a anterior.16

Hydra pode ser considerado biologicamente imortal como elas não são submetidas a senescência ou envelhecimento,graças a um sistema de autoregeneração muito eficaz.
Pinheiros Bristlecone (Balfourianae)- Especula-se que é potencialmente imortal; o espécime vivo mais velho conhecido tem mais de 4800 anos.17

Evolução do envelhecimento

Como a existência de espécies biologicamente imortais demonstra, não há necessidade para a senescência da termodinâmica: uma característica definidora da vida é que ela pega energia dispersa do ambiente (alimento) e descarrega sua entropia como resíduos. Os sistemas vivos podem até mesmo edificar-se a partir de sementes, e rotineiramente reparar-se.A morte celular programada e os telômeros "problema da replicação final" são encontrados até mesmo nas mais antiga e mais simples formas de vida.

O envelhecimento presume-se ser um subproduto da evolução, mas o porquê da mortalidade ser selecionada na evolução continua a ser um objecto de investigação e debate..18 Este pode ser um dilema entre a evolução escolher o cancer ou o envelhecimento.
As teorias modernas sobre a evolução do envelhecimento incluem o seguinte:
Acúmulo de mutações é uma teoria formulada por Peter Medawar, em 1952, para explicar como a evolução iria escolher o envelhecimento. Essencialmente, o envelhecimento não é descartado pela evolução nem implica uma desvantagem na seleção natural.
Pleiotropia antagónica é uma teoria proposta como uma alternativa,por George C. Williams, um crítico de Medawar, em 1957.

Nessa teoria, o transporte de genes são efeitos benéficos e prejudiciais. Em essência, isso se refere aos genes que oferecem benefícios no início da vida, mas a um custo a se pagar, ou seja, mais tarde, se levará a declínio e morte.19

A teoria das somas descartáveis foi proposta em 1977 por Thomas Kirkwood, que afirma que um corpo individual deve alocar energia para o metabolismo, reprodução e manutenção, e deve se comprometer quando há escassez de alimentos. Compromisso na alocação de energia para a função de reparação é o que faz com que o corpo gradualmente se deteriorize com a idade, de acordo com Kirkwood.20

Perspectivas para a imortalidade biológica humana


Substâncias que estendem a vida

Há algumas informações sobre produtos químicos naturalmente e artificialmente produzidos que podem aumentar drasticamente o tempo de vida ou esperança de vida de uma pessoa ou organismo, como o resveratrol.21 22 A pesquisa futura poderá permitir aos cientistas aumentar o efeito desses produtos químicos, ou descobrir novos produtos químicos (extensores da vida), que poderiam permitir uma pessoa se manter viva, enquanto a pessoa o consome, em períodos de tempo especificado.
Os cientistas acreditam que o aumento da quantidade ou proporção de uma enzima natural, a telomerase, no corpo poderia impedir que as células morram e assim podem levar ao prolongamento, mais saudável,do tempo de vida. A telomerase é uma proteína que ajuda a manter pedaços nas extremidades dos cromossomos durante a divisão celular.23 Uma equipe de pesquisadores do Centro Nacional Espanhol do Câncer (Madrid) testou essa hipótese em camundongos, verificou-se que aqueles ratos que foram geneticamente modificados para produzir 10 vezes os níveis normais de telomerase viveram 50% mais do que ratos normais.24

Em circunstâncias normais, sem a presença de telomerase, uma célula se divide recursivamente, e em algum momento, todas as células descendentes das originais atingem seu limite, o limite de Hayflick. Com a presença de telomerase, cada célula pode substituir o pedaço de DNA perdido durante a divisão, e qualquer célula única pode se dividir sem limites. Embora esta propriedade tem animado muitos pesquisadores, o cuidado é justificado, pelo fato de que exatamente esse mesmo crescimento ilimitado é uma etapa crucial para permitir o crescimento do câncer.

Células-tronco embrionárias expressar telomerase, que lhes permite dividir repetidamente e de forma individual. Em adultos, a telomerase é altamente expressa em células que precisam dividir regularmente (por exemplo, no sistema imunológico), enquanto a maioria das células somáticas as expressam apenas em níveis muito baixos e em um único ciclo da célula de forma dependente.
Uma outra técnica é a da replicação de corpos indefinidamente, enquanto a genética reproduzisse o DNA de um indivíduo tantas vezes quanto fosse necessário, através das células-tronco, e fabricasse um outro corpo exatamente igual à sua matriz toda vez que morresse, todo o conhecimento, lembranças e intuições desta matriz seriam transferidas para um banco de memória artificial, para depois ser inserida nesta réplica quando atingisse a idade de, talvez, 12 anos. A imortalidade pode não ser do corpo, que poderá ser replicado quantas vezes for necessário, mas da sua mente, que se manteria em vários corpos que se revezariam.

No futuro, muitos dos seres humanos estarão convivendo com várias e várias gerações. Uns vivendo ainda com a sua matriz por mais de 200 anos, outros já na primeira réplica, outros mais na segunda, terceira,... décima réplicas, estes já na Terra vivendo bem mais de 1.000 anos (apenas a sua mente).

Imortalidade tecnológica

Imortalidade tecnológica visa a perspectiva de tempo de vida muito mais longa do que a possível atualmente graças aos avanços científicos em diversas áreas: nanotecnologia, procedimentos de emergência, genética, engenharia biológica, a medicina regenerativa, microbiologia entre outros. A expectativa de vida nos tempos atuais nas sociedades industriais avançadas já é nitidamente maior que no passado, por causa da melhor nutrição, disponibilidade de cuidados de saúde, qualidade de vida e avanços científicos nas áreas bio-médicas. A imortalidade tecnológico prevê avançar pelas mesmas razões, a longo prazo. Um aspecto importante do pensamento científico atual sobre a imortalidade é que alguma combinação de clonagem humana, criogenia ou a nanotecnologia irá desempenhar um papel fundamental no prolongamento da vida de forma indefinida. Robert Freitas, um teórico em nanorobótica, sugere que minúsculos nanorobôs médicos poderiam ser criados para passar pela corrente sangüínea humana, encontrar coisas perigosas, como as células cancerosas e bactérias, e destruí-las.25 Freitas antecipa que as terapias genética e a nanotecnologia acabarão por tornar o corpo humano eficazmente auto-sustentável e capaz de viver indefinidamente, com exceção de lesões graves. Essa teoria prevê que seremos capazes de criar continuamente peças biológicas ou sintéticas para substituir as partes danificadas ou mortas do nosso corpo.

A imortalidade não seria fruto de uma única invenção ou descoberta, mas um desenvolvimento contínuo da tecnologia relacionada à saúde e a medicina, fazendo a expectativa de vida tender a subir exponencialmente a ponto de considerar que o ser humano não irá mais morrer por conta de velhice.26 A tecnologia também dificultaria, mas não impediria entretanto, uma morte causada por assassínio ou por um acidente convencional, como um acidente rodoviário ou um acidente de trabalho.27

Projeto SENS

A partir de 2005, o trabalho de Aubrey de Grey foi centrado em cima de um plano detalhado chamado Strategies for Engineered Negligible Senescence (SENS), que visa a prevenir o declínio físico e cognitivo relacionados com a idade. Em março de 2009, Aubrey de Grey co-fundou a Fundação SENS, uma organização sem fins lucrativos sediada na Califórnia, Estados Unidos, onde atualmente atua como diretor de Ciência. A Fundação "trabalha para desenvolver, promover e garantir o acesso generalizado a soluções da medicina regenerativa para as deficiências e as doenças do envelhecimento, "28 focando sobre as Estratégias para Reparar Envelhecimento Insignificante (SENS). De Grey é também co-fundador (com David Gobel) e ex-cientista-chefe da Fundação Matusalém, uma organização sem fins lucrativos sediada em Springfield, Virginia, Estados Unidos. A principal atividade da Fundação Matusalém é o Matusalém Mouse Prize,29 um prêmio destinado a acelerar a investigação sobre intervenções eficazes para a extensão da vida através da atribuição de prémios monetários para os investigadores que aumentar a longevidade de ratos para idades sem precedentes. A esse respeito, De Grey afirmou em Março de 2005 "se quisermos tornar real terapias regenerativas que irão beneficiar não só as gerações futuras, mas aqueles de nós que estão vivos hoje, devemos incentivar os cientistas a trabalhar sobre o problema do envelhecimento". O prêmio chegou a 4,2 milhões de dólares em fevereiro de 2007.

Criogenia

Criogenia, a prática de preservar os organismos no gelo (espécimes inteiros ou apenas seus cérebros) para um possível renascimento futuro, armazenando-las em temperaturas criogênicas, onde o metabolismo e a decadência são quase que completamente parados, é a resposta para aqueles que acreditam que a extensão da vida por meio da tecnologia como a nanotecnologia ou nanorobôs não iram desenvolver suficientemente a tempo, antes que a pessoa morra. Idealmente, a criogênia permitiria as pessoas clinicamente mortas serem trazidas de volta, no futuro, depois de curas para as doenças que as mataram terem sido descobertas e o envelhecimento é reversível. Procedimentos modernos da criogênia usam um processo chamado de vitrificação, que cria um estado semelhante ao vidro invés de um congelamento bruto,tendo em vista que o corpo é trazido a baixas temperaturas. Este processo reduz o risco de cristais de gelo na estrutura da célula, que seriam especialmente prejudiciais para as estruturas das células do cérebro.

Transporte da mente (Mind Upload)

Uma idéia que tem se desenvolvido envolve a trasnferência da personalidade de um indivíduo e suas memórias para a interface do computador. Uma pessoa pode transferir sua consciência para um computador ou para a mente de um bebê recém-nascido. O bebê, então, iria crescer com a individualidade da pessoa anterior, e não desenvolveria sua própria personalidade. Futuristas como Moravec e Kurzweil propuseram que, graças ao crescimento exponencial do poder da computação, um dia será possível fazer o upload da consciência humana para um sistema informático, e viver indefinidamente em um ambiente virtual. Isto poderia ser conseguido através de avanços da cibernética, onde o hardware seria inicialmente instalado no cérebro para ajudar a memória a "digitalizar ou acelerar os processos de pensamento". Componentes seriam adicionados gradualmente até que as funções do cérebro da pessoa fossem inteiramente dispositivos artificiais, evitando transições radicais que poderiam levar a problemas de identidade. Após este ponto, o corpo humano poderia ser tratado como um acessório opcional e que a mente poderia ser transferida para qualquer computador suficientemente potente. Pessoas neste estado seriam, então, essencialmente imortais, a menos que a máquina que as mantém seja destruida.

Cyborgologia

Transformar um humano em um cyborg pode incluir implantes cerebrais ou extração de uma mente humana e colocá-lo em um sistema robótico.Existem melhorias no corpo:substituindo órgãos biológicos por robôs podendo aumentar a expectativa de vida, as modificações genéticas ou a adição de nano-robôs, que dependendo da definição, qualificam um indivíduo como um cyborg. Tais modificações fariam um ser invunerável ao envelhecimento e doenças e, teoricamente, só poderia ser morto se fosse destruído.

Místicismo e Religião sobre a Imortalidade Física


Muitas fábulas indianas e contos de incluem exemplos de metempsicose - a capacidade de saltar para outro órgão - realizada por iogues avançados, a fim de viver uma vida mais longa. Há também as seitas hindus inteiramente dedicadas à realização da imortalidade física através de vários métodos, nomeadamente a Naths e o Aghoras.

Muito antes da ciência moderna ja se fez tal especulação, as pessoas que desejam escapar da morte viraram-se para o mundo sobrenatural. Exemplos incluem os taoístas chinês e os alquimistas medievais em sua busca pela Pedra Filosofal, ou místicos religiosos mais modernos, que acreditavam na possibilidade de alcançar a imortalidade física através da transformação espiritual.
Há indivíduos que afirmam ser fisicamente imortais, e incluem Conde de Saint Germain, na França do século XVIII, ele alegou ter séculos de idade.As pessoas que aderem a ensinamentos de Mestres Ascensos que estão convencidos da sua imortalidade física.Um santo indiano conhecido como Vallalar alegou ter alcançado a imortalidade, antes de desaparecer para sempre em um quarto fechado em 1874.30

Rastafaris acreditam na imortalidade física como uma parte de suas doutrinas religiosas. Eles acreditam que, depois de Deus chama-los para "O Dia do Juízo Final" eles irão para o que eles descrevem como o Monte Sião, na África e viver em liberdade para sempre. Eles evitam o termo "vida eterna" e deliberadamente usam "sempre vivo" em vez disso.
Outro grupo que acredita na imortalidade física são os Rebirthers, que acreditam que, seguindo o processo de respiração de renascimento eles podem viver para sempre.

As tradições religiosas

Até o final do século XX, não houve previsões científicas credíveis que a imortalidade física poderia ser consumável. Ainda em 1952, a equipe editorial do Syntopicon elaboraram em um dos Grandes Livros do Mundo Ocidental, que "A questão filosofica da imortalidade não pode ser separada da questão da alma humana.31 "Assim, a grande maioria das especulações sobre a imortalidade antes do século XXI foi a respeito da natureza da vida após a morte.

Imortalidade espiritual, também conhecida como a imortalidade da alma, é a existência interminável de uma pessoa de uma fonte não-física, ou em um estado não físico, como uma alma.
É uma opinião que é expressa em quase todas as tradições religiosas. Nas religiões ocidentais e orientais, o espírito é uma energia ou força que transcende o corpo mortal, e retorna para:
  • (1) o reino do espírito, para se desfrutar de uma boa vida celestial, ou sofrer o tormento eterno no inferno;ou
  • (2) existe um ciclo de vida constante, direta ou indiretamente,assim voltando para o "mundo físico" dependendo da tradição.

Hinduísmo

Representação de uma alma submetida a Punarjanma. Ilustração do hinduísmo atual, 2004.
Hindus acreditam em uma alma imortal que reencarna após a morte. De acordo com o hinduísmo, as pessoas repetem um processo de vida, morte e renascimento em um ciclo chamado de samsara. Se eles vivem a sua vida de boa indole, o seu carma melhora e a sua estadia na próxima vida será maior e, inversamente menor se eles vivem suas vidas de forma má. Eventualmente, depois de muitas vidas de aperfeiçoar o seu carma, a alma se liberta do ciclo de vida e vai para uma felicidade perpétua. Não há tormento eterno no hinduísmo, a existência temporal é bastante dura, mas se uma alma constantemente vivesse uma vida muito má, ela poderia trabalhar o seu caminho até o fim do ciclo. Punarjanma significa o nascimento de uma pessoa que paga por todo o carma de vidas passadas neste nascimento.
Sri Aurobindo afirma que a védica e os pós-rishis védicos (como Markandeya) alcançou a imortalidade física, que inclui a capacidade de mudar de forma à vontade, e criar vários corpos simultaneamente em diferentes locais.

O Aghoris da Índia consomome carne humana em busca da imortalidade e de poderes sobrenaturais, eles se denominam deuses e de acordo com eles, estão punindo os pecadores, diz purificar os mortos e estarem usando a morte para a imortalidade.32 Distinguem-se das outras seitas hindus e de sacerdotes, em seus rituais canibais e afins.33

Outro ponto de vista da imortalidade está marcado pela tradição védica, pela interpretação de Maharishi Mahesh Yogi:
Esse homem realmente quem estes contactos () não perturbe, que é mesmo de mentalidade em prazer e dor, firme, ele está apto para a imortalidade, ó melhor dos homens.34

Para Maharishi Mahesh Yogi, o verso significa: "Uma vez um homem tornou-se estabelecido na compreensão da realidade permanente da vida, sua mente se eleva acima da influência do prazer e da dor. Esse homem inabalável passa além da influência da morte, ele alcança a vida eterna … Um homem estabelecido no entendimento da abundância ilimitada de existência absoluta e é naturalmente livre da existência de ordem relativa. Isto é o que lhe dá o status de vida imortal.

Taoísmo

Crenças taoístas por Xiu Lian Xing e Dan,Incluem um homem que pode alcançar a imortalidade para se tornar uma pessoa iluminada, ou Xian.
Henri Maspero notou que muitas academias de Taoísmo funcionam como uma escola de pensamento focado na busca pela imortalidade.35 Isabelle Robinet, afirma que o taoísmo é melhor entendida como um modo de vida do que como uma religião, e que seus adeptos não se aproximam da visão do taoímo dos historiadores.36

Xintoísmo

Xintoístas alegam que, os seres vivos e não vivos são enviados ao mundo subterrâneo de Yomi, sendo que poderá perder seu corpo, mas não a sua alma (tamashii).Um ser pode conviver com almas mortais como um ser imortal, chamado de Kami. Xintoísmo alega que qualquer coisa possa alcançar o status Kami, independentemente da sua existência antes de se tornar Kami. Portanto, mesmo aqueles que não acreditam no Xintoísmo podem optar por se tornar Kami, assim como coisas como uma pedra ou uma árvore. Alguns podem ser reencarnado por vários motivos.

Zoroastrismo

Zoroastrianos acreditam que no quarto dia após a morte, a alma humana deixa o corpo e o corpo permanece como uma concha vazia. Almas iriam para o céu ou inferno, esses conceitos de vida após a morte do zoroastrismo pode ter sido influenciado pelas religiões abraâmicas. A palavra "Imortal" é designada ao mês do calendário iraniano "amordad" (Perto de Julho) no sentido Persa "Imortal" Mês de amordad ou Amertata é comemorado na cultura persa, ja que os seus antepassados acreditam que neste mês o Anjo da Imortalidade conquistou o Anjo da morte.

Budismo

O budismo ensina que há um ciclo de nascimento, morte e renascimento e que o processo está de acordo com as qualidades das ações de uma pessoa. Esse processo constante de se deixar o fluxo de Bodhi (iluminação), na qual um ser não está mais sujeito ao anexo de causalidade (karma), mas entra em um estado que o Buda chamou de Amata (imortalidade).37
De acordo com o pressuposto filosófico do Buddha, do principio budista, que é ser "mostrado o caminho para a imortalidade (Amata)", onde a libertação da mente (cittavimutta) é efectuada através da expansão da sabedoria e as práticas meditativas de sati e samādhi, primeiro deve ser educada longe de sua ignorância materialista(avijja) "vê qualquer uma destas formas, sentimentos, ou a este órgão, que será meu Eu, para ser o que sou por natureza ".

"Existe a A fundação do ciclo de reencarnações (samsara)"

Assim, quem deseja uma alma ou o ego (Atman) permanente é uma vitima da ignorância materialista. Forma e consciência são dois dos cinco skandhas, ou agregados de ignorância, o budismo ensina que a imortalidade física não é um caminho para a iluminação, nem uma meta atingível: mesmo os deuses que podem viver por eras, eventualmente, morrem. Após a iluminação, vem as sementes "cármicas" (sankharas ou sanskaras), isso esgota as reencarnações e as vidas futuras chegam ao fim. Após a morte biológica um Arhat, ou Buda, entra em parinirvana, um estado eterno de felicidade transcendental.

Judaísmo

O judaísmo afirma que os mortos justos serão ressuscitados na era messiânica com a vinda do Messias. Para eles então sera concedida a imortalidade num mundo perfeito. Os mortos ímpios, por outro lado, não serão ressuscitados de um modo geral. Esta não é a única crença judaica sobre vida após a morte. O Tanakh não é específico sobre a vida após a morte, pelo que existem grandes diferenças de pontos de vista e explicações entre os crentes.
A Bíblia fala em hebraico sheol (שאול), o submundo em que as almas dos mortos se afastam. A doutrina da ressurreição é mencionada explicitamente apenas em Daniel 12:1-4, embora possa ser implicita em vários outros textos. Mais tarde o cristianismo reconheceu que haveria uma ressurreição de todos os homens (cf. At 24:14-15) e na literatura intertestamental descreve em mais detalhes o que é a experiência dos mortos no Sheol. Por volta do século II aC, os judeus que aceitaram a Torá Oral tinham vindo a acreditar que a ressurreição os aguardava no Seol, isso seria em conforto (no seio de Abraão), ou em tormento.

Cristianismo

Adão e Eva, condenados a mortalidade. Hans Holbein, o Jovem,'Danse Macabre século XVI.
Cristãos afirmam que Adão e Eva perderam a imortalidade física para si e para todos os seus descendentes após comerem o fruto proibido,embora essa incorruptibilidade "inicial da estrutura corpórea do homem" era "uma condição sobrenatural".38
Segundo o livro de Enoque, os justos e o ímpios aguardam a ressurreição em divisões separadas do inferno, um ensinamento que pode ter sido influenciado pela parábola de Jesus sobre Lázaro e Dives.39 Cristãos crêem que cada pessoa que crê em Cristo será ressuscitada; passagens bíblicas são interpretadas como ensinando que o corpo ressuscitado será, como o corpo presente, seja físico (mas uma deterioração renovada e não-corpo físico) e espiritual.

Imagens específicas da ressurreição em forma imortal são encontrada nas cartas paulinas:
Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas todos devem ser alterados, Em um momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.
Por isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revista da imortalidade.

Então, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então deve ser levado para passar a palavra que está escrita, a morte é tragada na vitória. Ó morte, onde está o teu aguilhão? O túmulo, onde está a tua vitória? A picada da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.
Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.
Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, porquanto sabeis que o vosso trabalho não é em vão no Senhor. -1 Coríntios 15:51-58

Em Romanos 2:6-7 Paulo declara que Deus "retribuirá a cada um segundo as suas obras: Para os que, com perseverança em fazer o bem, procuram glória, honra e imortalidade, a vida eterna", mas, em seguida, em Romanos 3 adverte que ninguém nunca vai cumprir esta norma.
Após o Juízo Final, aqueles que nascerem de novo vão viver para sempre na presença de Deus, e aqueles que nunca nasceram de novo serão abandonados a interminável consciência de culpa, a separação de Deus, e castigo pelo o pecado. A morte eterna é descrita na Bíblia como uma esfera de angústia física e espiritual constante em um lago de fogo, e um reino de escuridão longe de Deus. Alguns vêem os fogos do inferno como uma metáfora teológica, representando a falta de amor a Deus, enquanto outros sugerem que o Inferno representa a destruição completa do corpo físico e espiritual da existência.

Catolicismo

Cristãos católicos ensinam que há um estado espiritual chamado Purgatório onde vão as almas que morreram em estado de graça mas ainda têm que se purificar dos pecados antes de serem admitidos no Paraíso. A Igreja Católica também profetiza uma crença na ressurreição do corpo. Acredita-se que, após o Juízo Final, as almas de todos que já viveram vão se reunir com seu corpo ressuscitado. Nesse caso, isso irá resultar em um corpo glorificado, que pode residir no céu. Os condenados, também, devem reunir-se de corpo e alma, mas devem permanecer eternamente no inferno.

Testemunhas de Jeová

Testemunhas de Jeová acreditam que a palavra alma (nephesh ou psykhe) utilizada na Bíblia é uma pessoa, um animal, ou a vida em que uma pessoa ou um animal usufrui. Assim, a alma não é parte do homem, mas é o homem inteiro - o homem como um ser vivo. Assim, quando uma pessoa ou animal morre, a alma morre, e a morte é um estado de não-existência, baseada em Ezequiel 18:4.40 Inferno (Hades ou Seol) não é um lugar de tormento ardente, mas sim a sepultura comum da humanidade, um lugar de completa inatividade e inconsciência.41 42

Após o julgamento final, espera-se que os justos receberão a vida eterna e viverão eternamente em uma terra que se transformará em um paraíso. Na ordem de Deus a Adão, ele deu a entender que, se Adão obedecesse, não morreria. (Gên 2:17) O mesmo se dá com os da humanidade obediente, quando o último inimigo do homem, a morte, for reduzida a nada, não haverá mais pecado operando em seus corpos para causar a morte. Não precisarão mais morrer, por tempo indefinido.

Outro grupo chamado de "pequeno rebanho" de 144.000 pessoas receberão a imortalidade e irão para o céu para governar junto com Cristo como reis e sacerdotes sobre a terra. Testemunhas de Jeová creem que aqueles que receberem "vida eterna" jamais adoecerão ou envelhecerão, porém ainda terão de se alimentar e hidratar, podendo morrer se deixarem de fazer isso e; enquanto que os imortais não podem morrer por qualquer causa, tornando-se vidas.43 Eles ensinam que Jesus foi o primeiro a ser recompensado com a imortalidade celeste, mas como Apocalipse 7:4 e Apocalipse 14:1, 3 indica que ha um número literal (144.000) de pessoas que irão se tornar imortais e incorruptíveis.44 A imortalidade se refere à qualidade de vida que usufruem, à sua qualidade infindável e indestrutível, ao passo que a incorrupção aparentemente se relaciona com o organismo ou o corpo que Deus lhes dá, organismo este inerentemente isento de decomposição, de estrago ou destruição. Deus lhes concede o poder de auto-sustentação, não dependendo de fontes externas de energia, como dependem Suas outras criaturas, carnais e espirituais. Tal existência independente e indestrutível, porém, não os remove do controle de Deus, e eles, assim como seu Cabeça, Cristo Jesus, continuam sujeitos à vontade e às orientações de seu Pai.

Mormonismo

A ilustração não doutrinal do Plano da Salvação Mórmon.
Na Teologia Mórmon, há três graus de glória, que são os máximos, terá morada eterna para quase todos os que viveram na Terra. Antes de indivíduos nascerem mortais,existem homens e mulheres em um estado de espírito. Esse período de vida também é referido como o primeiro estado ou pré-existência. Teólogos mórmons citam uma passagem bíblica, Jeremias 1:5, como uma alusão ao conceito de que a humanidade teve um período de preparação antes do nascimento mortal: "Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses do ventre Eu te santifiquei, e eu te dei como profeta das nações ".45 Joseph Smith Jr., o fundador do movimento Latter Day Saint, forneceu uma descrição da vida futura com base em uma visão que ele teria recebido, registrado no direito canônico escritos na Doutrina Mórmon e seus Convênios.46 De acordo com esta seção da Escritura LDS, após a morte, consistem de três graus ou reinos de glória(glória que o indivíduo conseguiu em vida), chamou o Reino Celestial, o Reino Terrestre e Reino Telestial. Os poucos que não herdam qualquer grau de glória (apesar de serem ressuscitados) residem em um estado chamado trevas exteriores, que, embora não seja um grau de glória, muitas vezes é discutido neste contexto. Os únicos que vão lá são conhecidos como "filhos da perdição".

Outras crenças cristãs

A doutrina da imortalidade é condicional já que a alma humana é considerada naturalmente mortal, e que a imortalidade é concedida por Deus como um dom. A doutrina é uma "opinião minoritária significativa do evangélico" que tem "crescido dentro de evangelismo nos últimos anos".47
Algumas seitas que sustentam a doutrina da regeneração batismal também acreditam em um terceiro reino chamado Limbo, que é o destino final das almas que não foram batizadas, mas que têm sido inocentes de pecados mortais. Almas no limbo incluem bebês não-batizados e aqueles que viveram virtuosamente, mas nunca foram expostos ao cristianismo em suas vidas. Cientistas Cristãos acreditam que o pecado trouxe a morte, e que a morte vai ser superada com a superação do pecado.

Islã

O Golden Gate em Jerusalém, conhecida como "A Porta da Vida Eterna", em árabe, tal como se apresentava em 1900.
Os muçulmanos acreditam que todos têm uma alma imortal, que continuará a viver depois da morte. A alma sofre correção no Jahannam (Inferno) se ela tem levado uma vida má, mas uma vez que esta correcção é feita, a alma é admitida no Jannat (Paraíso). Se Almas cometem pecados imperdoáveis nunca saem do inferno.

Ética da imortalidade

A possibilidade de imortalidade clínica levanta uma série de questões médicas, filosóficas e religiosas e questões éticas. Estas incluem estados vegetativos persistentes, a natureza da personalidade ao longo do tempo, a tecnologia para reproduzir ou copiar a mente ou os seus processos, as disparidades sociais e econômicas criadas pela longevidade e sobrevivência perante a morte térmica do universo.

Inconveniência da imortalidade

A doutrina de vida eterna após a morte é essencial para muitas das religiões do mundo. Narrativas do cristianismo e do islamismo afirmam que a vida após a morte não é desejável para os infiéis:
O homem rico também morreu e foi sepultado, e no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E ele chorou e disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe a ponta do seu dedo na água e refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Mas Abraão disse: Filho, lembra-te na tua vida recebeste os teus bens, e Lázaro somente males, mas agora ele é consolado, e tu és atormentado. E além disso, entre nós e vós existe um grande abismo, de modo que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem os de lá passar para nós.

-Lucas 16:22-26 King James Bible Translation Para aqueles que são miseráveis será no Fogo: Não haverá aí nada para eles (maus) o exigente de suspiros e soluços: Eles permanecerão, por todo o tempo em que os céus e a terra durarem, exceto quando o teu Senhor quiser: para teu Senhor é o (certo) realizador do que Ele apraz. E para aqueles que são abençoados será no Jardim: Eles permanecerão, por todo o tempo que os céus e a terra durar, exceto quando o teu Senhor quiser: um presente sem quebrar.

-O Alcorão, 11:106-108 Instâncias de outras religiões incluem o conceito budista de renascimento eterno, que considera que o renascimento é causado pela ignorância, uma condição essencial, que é indesejável a ser superado.

A imortalidade física também foi imaginado como uma forma de tormento eterno, como no conto de Mary Shelley, "O Imortal Mortal", o protagonista que todos testemunham, ele se preocupa com a morte em torno dele. Jorge Luis Borges explorou a ideia de que a vida tem seu significado pela morte no conto " 'O Imortal", uma sociedade inteira ter alcançado a imortalidade, encontraram-se tempo infinito, e por isso não encontraram motivação para qualquer ação.

Imortalidade como uma Promessa de Deus

Muitas religiões prometem aos seus fiéis um paraíso eterno em vida após a morte. Estes presumem a perfeição, porque são parte de um plano divino, e são categoricamente desejáveis.
A imortalidade física é considerada desejável sobre a sua homóloga, a morte, que até à data tem sido inevitável para todos os seres humanos. Isto pressupõe tolerável condições de vida como um incentivo para a vida eterna.

Inivelhecimento Vs Invulnerabilidade

Se discute muito o fato da imortalidade incluir ou não as lesões e doenças como possibilidade de morte, assim sendo a imortalidade seria só o "não envelhecimento". Entretanto outros consideram a imortalidade como virtualmente ser incapaz de morrer.
Por isso temos varias definições para diferenciar aquele que não pode ser morto para aquele que não envelhece, segue aqui respectivamente:
  • Imortalidade Vs Emortalidade
  • Invulnerabilidade Vs Envelhecimento
  • Imortalidade Vs Vida Eterna
  • Imortalidade Vs Imortalidade Biológica
  • Entre outros

Símbolos


Ankh.

Trefoil knot.

O Ankh (esquerda) retratado aqui é um símbolo egípcio da vida que tem conotações de imortalidade quando retratada nas mãos dos deuses e dos faraós, que eram vistas como tendo o controle sobre a jornada da vida. A fita de Möbius no formato de um nó de trevo é outro símbolo da imortalidade. A maioria das representações simbólicas do infinito ou do ciclo de vida são freqUentemente usadas para representar a imortalidade, dependendo do contexto em que são colocadas. Dentro de outros exemplos incluem o Ouroboros, o fungo chinês da longevidade, o kanji do número dez, a fênix, o pavão no Cristianismo e as cores amaranto (no cultura ocidental) e pêssego (na cultura chinesa).
 
O renascimento da Fênix representado em um bestiário medieval britânico
O renascimento da Fênix representado em um bestiário medieval britânico

A fênix é uma ave mítica repleta de penas vermelhas e douradas que emite raios de luz através de seu corpo. Segundo relata algumas lendas, como a que é contada por Ovídio, essa criatura teria nascido nas terras do Oriente e se alimentava com incenso, raízes cheirosas e óleos de bálsamo. Sendo muito comum na literatura greco-romana, essa criatura tem também sua representação registrada em diferentes bestiários do período medieval.

Diferente de tantos outros animais encontrados na natureza, a fênix tinha a incrível capacidade de se reproduzir sem a necessidade de um parceiro. De fato, a concepção de uma fênix acontecia no momento em que um exemplar se encontrava em seus últimos momentos de vida. A partir do corpo de sua mãe, uma nova fênix surgia com a capacidade de viver o mesmo tempo da genitora. Conforme relatos diversos, a fênix poderia viver por exatos quinhentos anos.

Tendo descrições bastante diversas, alguns escritores dizem que a jovem fênix, após adquirir certo vigor físico, realiza um ritual funerário em homenagem à sua mãe. Ela constrói um pesado ovo de mirra onde deposita os restos mortais de seu genitor. Depois disso, vai ao templo do Deus Sol, na cidade egípcia de Heliópolis, onde deposita o ovo por ela construído. Em geral, diversas culturas, tanto ocidentais como orientais, apresentam relato sobre este pássaro.

A lenda da fênix sobreviveu por diversos séculos, chegou a causar uma ligeira polêmica com respeito à sua real existência. No século XVII, o escritor Thomas Browne afirmou categoricamente que uma ave com tais características jamais existiu. Em contrapartida, poucos anos depois, Alexander Ross colocou em xeque esse veredicto ao sugerir que essa ave não poderia ser vista, pois sua vida reclusa fazia parte de seu próprio instinto de sobrevivência.

Para além dessas discussões sobre a veracidade da fênix, o seu relato permite a compreensão de valores bastante interessantes ao homem. O mais importante deles se refere à circularidade do tempo e o processo de renovação das coisas. No momento em que se prepara para a própria morte, a fênix demonstra claramente a limitude da existência. Em contrapartida, salienta a continuidade do mundo no momento em que só pode gerar uma nova vida mediante o fim da sua.

Por Rainer Sousa
Graduado em História

Fontes:
Wikipédia
Brasil-Escola
 

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